Almaraz: PSD de Castelo Branco preocupado com “constantes anomalias” na central nuclear espanhola

A distrital do PSD de Castelo Branco manifesta preocupação pelas "constantes anomalias" verificadas na central nuclear espanhola de Almaraz e acusou o ministro do Ambiente de ser "um espetador desatento" da situação.

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  • Publicado: 2020-06-29
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

"Assim, a Comissão Política Distrital do PSD de Castelo Branco entende que o Governo português deveria pressionar ativamente o Governo espanhol na próxima Cimeira Ibérica e promover, de uma vez por todas, o encerramento da central nuclear de Almaraz, assumindo verdadeiramente uma estratégia de defesa do ambiente dos territórios de baixa densidade, os principais prejudicados caso haja uma catástrofe", afirma, em comunicado, a distrital social-democrata.

O PSD manifesta "profunda preocupação" pelas constantes anomalias verificadas nos últimos anos na central de Almaraz e realça as duas paragens verificadas nos últimos cinco dias, cujo Conselho de Segurança Nuclear (CSN) de Espanha deu conta em comunicado.

"A falha de segurança documentada e classificada pelos critérios internacionais com o nível 0 é mais uma prova da urgente necessidade de encerramento da central nuclear de Almaraz", sustenta o partido.

Os sociais-democratas entendem que o silêncio não tem sido a melhor solução por um problema que teima em não ser resolvido nem discutido.

"Apesar dos constantes alertas, tanto da Comissão Política Distrital do PSD de Castelo Branco e da Resolução da Assembleia da República n.º 107/2016, o Governo de Portugal e mais concretamente o ministro do Ambiente continua a ser um espetador desatento do desenrolar desta situação, assistindo de poltrona a todo um conjunto de incidentes que colocam as populações em constante sobressalto", concluem.

A central nuclear de Almaraz, em Espanha, registou um incidente às 03:33 de sábado, no reator da unidade II, sem que haja registo de impactos no meio ambiente ou nos trabalhadores.

O anúncio foi feito pelo Conselho de Segurança Nuclear (CSN) espanhol, através de um comunicado.

"O evento não teve impacto nos trabalhadores, no público ou no meio ambiente. Com as informações disponíveis até ao momento, o incidente é classificado como nível 0 provisório na Escala Internacional de Eventos Nucleares (INES)", sustentou.

Em cinco dias, este foi o segundo incidente registado na central nuclear de Almaraz, depois de, no dia 22, às 20:15 ter sido registado outro incidente.

Desta vez, a unidade I foi interrompida automaticamente como resultado da ação da proteção de turbinas originárias do gerador elétrico.

A unidade I estava em processo de carregamento, com 51% de energia e, segundo a informação dos proprietários da central ao CSN, não se registaram impactos nos trabalhadores ou no meio ambiente.

A central de Almaraz está situada junto ao rio Tejo e faz fronteira com os distritos portugueses de Castelo Branco e Portalegre, sendo Vila Velha de Ródão a primeira povoação portuguesa banhada pelo Tejo depois de o rio entrar em Portugal.

Em operação desde 1981 (operação comercial desde 1983), a central está implantada numa zona de risco sísmico e apenas a 110 quilómetros em linha reta da fronteira portuguesa.

Os proprietários da central de Almaraz são a Iberdrola (53%), a Endesa (36%) e a Naturgy. 

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