Politécnico de Castelo Branco foi um dos vencedores do Prémio Santander UNI.COVID-19

O Instituto Politécnico de Castelo Branco foi um dos 4 vencedores da 2ª fase do Prémio Santander UNI.COVID-19, com o projeto “ZELAR@CB - Zelar pelos idosos isolados em espaços rurais”.

  • Educação
  • Publicado: 2020-06-12
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Segundo informação a que o Diário Digital teve acesso, o projeto, proposto pelo docente Rogério Dionísio e com o apoio dos alunos Cassandra Jesus e Fábio Formiga, da licenciatura em Engenharia Eletrotécnica e das Telecomunicações do IPCB, trata-se de uma aplicação para monitorizar indicadores relacionados com as atividades diárias dos idosos isolados, alertando para qualquer modificação dos seus hábitos.
Usando as mais recentes tecnologias da Internet das Coisas (IoT), de modo seguro, não invasivo e respeitando a privacidade dos seus utilizadores, o projeto ZELAR@CB propõe o uso de dispositivos IoT de baixo consumo onde são implementados algoritmos de Inteligência Artificial. Esta combinação permite não só detetar alterações na atividade habitual do idoso, através da monitorização do seu consumo de energia, como também detetar quedas, dentro e fora da residência habitual do idoso (horta, quintal, propriedade). Os familiares e cuidadores informais são informados de qualquer situação anómala, através de alertas ou de mensagens para o telemóvel.
O prémio, no valor de 2000€, destina-se ao desenvolvimento e integração dos sistemas IoT e à realização de testes piloto com idosos residentes nas zonas rurais de baixa densidade populacional do distrito de Castelo Branco.

Além do Politécnico de Castelo Branco, foram também vencedores a Universidade do Algarve, o Instituto Superior Técnico e o IADE - Universidade Europeia.
O aparecimento da pandemia COVID-19, e a consequente necessidade de confinamento social, trouxe dificuldades acrescidas aos idosos que vivem isolados em territórios de baixa densidade populacional. As quedas e outros problemas de saúde frequentes, podem ficar sem resposta atempada, devido à diminuição na frequência das visitas de familiares ou de cuidadores informais.
Só no distrito de Castelo Branco, foram assinalados 1867 idosos sozinhos ou isolados, segundo dados da operação Sensos Sénior da Guarda Nacional Republicana (dados de novembro 2019).

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