Deputada do PS de Castelo Branco realça reforço orçamental no SNS e critica quem o quer privatizar

A deputada do PS eleita pelo círculo eleitoral de Castelo Branco para a Assembleia da República e vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS, Hortense Martins, elogiou esta quarta-feira, dia 20 de Maio, o trabalho do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no combate à pandemia por Covid-19, que tem sido “referência internacional”, algo que considera “justo”, e agradeceu ao Governo por não ter poupado meios para responder a esta doença.

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  • Publicado: 2020-05-22
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

O comunicado de imprensa enviado ao Diário Digital Castelo Branco refere que “o Grupo Parlamentar do Partido Socialista quer aqui enaltecer o Serviço Nacional de Saúde, que aliás tem sido referência internacional por todo o mundo, o que é muito justo”, frisou a deputada, no Parlamento, durante o debate quinzenal com a presença do primeiro-ministro, explicando que os bons resultados que o país tem alcançado se devem à existência de um SNS “forte, preparado, um instrumento de combate às desigualdades e com bons e dedicados profissionais”.

Além de saudar todos os profissionais de saúde, Hortense Martins recordou que o Governo liderado por António Costa, “não poupou meios para robustecer a resposta a esta pandemia e salvar vidas”, deixando duras críticas a quem pretendeu a privatização do SNS.

“Estavam errados aqueles que queriam privatizar, e querem privatizar, o Serviço Nacional de Saúde”, afirmou a deputada do PS eleita por Castelo Branco,  fazendo notar que quem tem estado certo é o Partido Socialista que sempre quis “continuar este caminho de reforçar” o SNS “com mais recursos e melhorando o seu desempenho ao longo dos anos”, lê-se na texto. 

“Enquanto a direita cortou 825 milhões de euros” na saúde, o Governo do PS investiu “mais 2.400 milhões de euros desde a anterior legislatura”, continuando o investimento no Orçamento do Estado para 2020, “que certamente será refletido no novo Orçamento Suplementar”, recordou Hortense Martins.

Uma posição secundada pelo primeiro-ministro que em resposta à deputada do PS considerou que "o SNS foi saindo da crise em que foi colocado na governação da direita". "Ano após ano o SNS está a reforçar-se, aumentando a sua capacidade de resposta aos portugueses", frisou António Costa ao condenar a existência de "uma intensa campanha da direita e seus acólitos sobre o alegado grande caos no SNS".

"Na hora da verdade, o SNS foi mesmo sujeito ao maior desafio sanitário que o país conheceu nas últimas décadas. Quem soube responder foi o nosso SNS", reiterou, recordando o "reforço de 2,4 mil milhões de euros" no financiamento deste serviço público ao longo da última legislatura.

"O Orçamento do Estado deste ano aumentou em mais 900 milhões de euros a dotação inicial do SNS - a maior subida de sempre da dotação inicial", lembrou ainda o primeiro-ministro.

 A nota de imprensa diz que na sua intervenção, Hortense Martins sublinhou ainda que, para que o Serviço Nacional de Saúde se pudesse reinventar nesta altura de pandemia, foi preciso “garantir a existência de recursos humanos e materiais adequados a esta situação, reforçar a aquisição de medicamentos e equipamentos de proteção individual, de testes de diagnóstico e mesmo de ventiladores, reforçando a medicina intensiva”. A deputada socialista apontou ainda a hospitalização domiciliária, que “constava já do programa do Partido Socialista”, como “uma das chaves para o sucesso no combate a esta pandemia e evitar a rutura”.

Hortense Martins destacou também que “Portugal é hoje o quarto país que mais testa a pandemia, com cerca de 55 mil testes por dia”. No início da pandemia só o Instituto Ricardo Jorge realizava testes, mas “hoje temos com capacidade laboratorial 32 laboratórios públicos, para além dos laboratórios sociais e privados”.

“Adquirimos milhares de equipamentos de proteção individual e a porta de entrada do SNS, a linha de Saúde 24, tinha dificuldades no início com 12% de atendimentos, e hoje tem uma taxa de atendimento de 98%. A linha de aconselhamento psicológico tem apoiado milhares de profissionais”, exemplificou. Ou seja, “tudo o que foi clinicamente considerado prioritário foi feito”, congratulou-se.

Hortense Martins, que deixou a garantia que o Partido Socialista vai continuar a apoiar o desígnio de “reforçar a prestação de cuidados de saúde aos portugueses”, assegurou que o plano de vacinação em Portugal é um “fator chave” para haver no país uma das “mais baixas taxas de mortalidade do mundo”.

“Muito aconteceu neste país, neste Portugal que se soube reinventar e que soube responder a um desafio único, novo e desconhecido. E vencemos e estamos a vencer este desafio. Ainda não acabou, mas estamos certos que vamos continuar a trabalhar nesse sentido”, concluiu a vice-presidente da bancada socialista.

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