Agricultores de Castelo Branco exigem concretização do regadio ao sul da Gardunha

A Associação Distrital de Agricultores de Castelo Branco (ADACB) defendeu hoje que as ajudas à agricultura familiar "devem chegar rapidamente" aos agricultores e exigiu "a concretização urgente" do regadio ao sul da Gardunha.

  • Economia
  • Publicado: 2020-05-22
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Numa carta aberta endereçada à ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, que visita hoje o concelho do Fundão, para acompanhar a apanha da cereja, na qual vai participar, a ADACB defende o apoio aos produtores da região vítimas de prejuízos provocadas por condições climatéricas adversas.

"A ADACB, considerando a situação do setor agrícola, defende ainda mais investimentos nos regadios tradicionais, concretização urgente do regadio a sul da Gardunha e alargamento do regadio da Cova da Beira, apoios aos agricultores para a limpeza dos espaços florestais e garantia de acesso dos pequenos produtores e suas organizações à linha de apoio à economia – covid-19", lê-se no documento.

No entender da associação, o anúncio recente feito pela governante, de um pacote de medidas para melhorar o rendimento dos agricultores e minimizar os impactos negativos causados pela covi-19, é positivo.

"A ADACB considera positivo o reforço do pagamento redistributivo e o aumento do valor do apoio do Regime da Pequena Agricultura. Sendo benéfico para os agricultores o aumento previsto no Regime da Pequena Agricultura, de 600 para 850 euros, a ADACB considera que este valor fica aquém e reclama o aumento para 1.250 euros, uma vez que este valor é permitido pelos regulamentos e plenamente enquadrável no orçamento", sublinham.

Os agricultores consideram também "positivo" o reforço financeiro das medidas direcionadas para a manutenção da atividade agrícola em zonas desfavorecidas (MZD) do PDR2020.

Contudo, entendem que esse reforço "deveria ter sido acompanhado pelo aumento dos apoios nos dois primeiros escalões de área, beneficiando deste modo as explorações do minifúndio".

Adiantam ainda que a concretização do Estatuto da Agricultura Familiar, mecanismo que está legislado desde agosto de 2018, "mas ainda não foi regulamentado pelos diversos Ministérios, com medidas a funcionar, poderia e deveria ser um importante instrumento para o desenvolvimento da Agricultura Familiar e do país".

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