Fundão: Tribunal julga mãe acusada de queimar filho de dois anos com ferro de engomar

O Tribunal do Fundão começou hoje a julgar uma mulher acusada pelo Ministério Público de ter queimado um filho de dois anos com um ferro de engomar, em junho de 2008.

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  • Publicado: 2010-02-23 15:29
  • Por: Diario Digital Castelo Branco

O Tribunal do Fundão começou hoje a julgar uma mulher acusada pelo Ministério Público de ter queimado um filho de dois anos com um ferro de engomar, em junho de 2008.

Segundo a acusação, Maria Alves, de 32 anos, encostou a base metálica do ferro nas costas de Rodrigo por duas vezes e pelo menos uma outra no braço esquerdo, junto ao cotovelo.

A criança sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus e só foi levada às urgências hospitalares dois dias depois por funcionárias da creche que frequentava.

Hoje, em tribunal, a mulher disse que o ferro de engomar caiu acidentalmente por causa das brincadeiras de Rodrigo com a irmã, Andreia, dois anos mais velha.

O testemunho da arguida foi, no entanto, contrariado pela assistente social que acompanhou as crianças (entretanto colocadas à guarda de uma instituição social no Dominguiso, Covilhã) e pela médica que observou o menor nas urgências.

As costas de Rodrigo apresentavam "uma queimadura triangular" e ainda "outras lesões centrais que parece terem origem em vapor", descreveu a médica Arminda Jorge.

"Naquela zona das costas e na zona interna do cotovelo é ainda mais difícil de perceber" que tenha sido acidental, descreveu. A criança "só dizia que a mãe estava zangada", acrescentou.

De acordo com Sónia Martins, assistente social, "o Rodrigo disse que o dói-dói tinha sido feito pela mãe com o ferro". Segundo a técnica, tanto ele como a irmã contaram outras situações de maus tratos praticados pela mãe.

Maria de Fátima, que chegou a partilhar casa com a arguida, relatou em tribunal diversos maus tratos aos filhos que inclusivamente a levaram a fazer queixa à GNR.

"Ela batia muito na menina", ao ponto desta "chegar a sangrar" na sequência dos maus tratos e "chamava-lhes [aos filhos] nomes", o que chegou a acontecer na via pública, disse esta testemunha.

"Quando já não conseguia aguentar fiz queixa na GNR", referiu.

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