Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Passadiços, pontes e a paisagem, que motivava a visita de cada vez mais turistas a Oleiros, ficaram "muito afetados" pelas chamas, que consumiram grande parte do Trilho Internacional dos Apalaches, afirmou o vereador do turismo da câmara local.
Passadiços, pontes e a paisagem, que motivava a visita de cada vez mais turistas a Oleiros, ficaram "muito afetados" pelas chamas, que consumiram grande parte do Trilho Internacional dos Apalaches, afirmou o vereador do turismo da câmara local.
Nos últimos anos, as dormidas têm crescido entre 20% a 30% ao ano, motivadas "pela gastronomia, pelas praias fluviais, mas, acima de tudo, pelas paisagens, pelos percursos pedestres", estando agora grande parte deles afetados pelas chamas, disse à agência Lusa Paulo Urbano.
"Grande parte dessa beleza ficou destruída" na quinta-feira, sublinhou Paulo Urbano, considerando que a sua geração "nunca mais vai ver a paisagem" que o concelho tinha.
O Trilho Internacional dos Apalaches é uma grande rota de 38 quilómetros situados integralmente na Serra do Muradal e afirmava-se como um ponto de atração de turistas no concelho, explicou o vereador.
"Tínhamos a Georota do Orvalho, que tem dois geomonumentos classificados pela UNESCO [Mosqueiro e Fraga da Água D'Alta], com mais de 40 pontes, com passadiços e ardeu tudo", acrescentou, frisando que o município tinha vindo a fazer uma "aposta muito forte na promoção turística", tendo investido mais de um milhão de euros em infraestruturas ligadas a este setor.
O impacto do incêndio "vai ter reflexos no amanhã, no mês que vem, no ano que vem, no médio e no longo prazo", realçou Paulo Urbano, considerando que é necessário o apoio do Governo "para reabilitar" as zonas afetadas, nomeadamente na reconstrução dos percursos pedestres, bem como no ordenamento florestal.
"Temo pelo futuro, temo pelo futuro das nossas empresas ligadas ao setor florestal que vão ficar sem matéria-prima, temo pelas famílias porque muitas tinham na floresta muito do seu sustento, temo pelo investimento que as pessoas vinham a fazer na floresta - sou um dos proprietários florestais que irá ponderar se vale a pena ou não investir - e temo também pelas empresas ligadas ao setor do turismo", disse o vereador, que, para além do pelouro do turismo, assegura também as pastas da juventude, empresas e educação.
Paulo Urbano, que estava no Orvalho quando as chamas chegaram à localidade, explicou que arderam seis casas - nenhuma de habitação permanente - e "três a quatro habitações devolutas", tendo também sido afetados espaços "de apoio agrícola".
"Não me lembro de acontecer algo assim aqui", constatou
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