Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Região 11 de maio de 2017

Castelo Branco: APA manda arrancar cerejeiras plantadas junto à albufeira de Santa Águeda

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) esclarece que já notificou o proprietário de um cerejal plantado na albufeira de albufeira de Santa Águeda, para remover as árvores recentemente plantadas por não respeitarem a zona reservada.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) esclarece que já notificou o proprietário de um cerejal plantado na albufeira de Santa Águeda, para remover as árvores recentemente plantadas por não respeitarem a zona reservada.

Num esclarecimento enviado à agência Lusa, a APA confirma ter notificado o prorietário para arrancar as árvores plantadas na zona reservada, na sequência de uma denúncia feita pela Quercus da existência de peixes mortos naquela albufeira de Castelo Branco e da apresentação de queixas junto do Ministério Público (MP) por alegados crimes ambientais e violações ao plano de ordenamento.

"A APA, através da Administração da Região Hidrográfica do Tejo e Oeste (ARHTO), notificou o proprietário do cerejal em apreço para remover da respetiva zona reservada as árvores (cerejeiras) recentemente ali plantadas, em virtude de não se conterem nos limites previstos na autorização emitida", sublinha.

Já em relação aos peixes mortos que apareceram na albufeira, junto à plantação do cerejal e ao paredão, explica que o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, verificou que "os poucos peixes mortos existentes no local se encontravam já em decomposição, pelo que não se pode estabelecer uma relação causa-efeito entre a aplicação do fungicida e a morte do peixe".

A APA sublinha que o SPENA constatou no local que o proprietário do cerejal estava a efetuar a aplicação de um fungicida orgânico do grupo dos ditiocarbamatos aprovado pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), para aplicação na cerejeira.

Adianta ainda que o rótulo da embalagem do fungicida define "para proteção dos organismos aquáticos respeitar uma zona não pulverizada em relação às águas de superfície de 20 metros".

Ora, segundo a APA, aquilo que o SEPNA da GNR verificou é que, até ao momento, as cerejeiras pulverizadas com o fungicida distam, no mínimo, cerca de 100 metros do nível da água da albufeira e adianta que teve conhecimento dos factos relatados e que o trabalho de pulverização foi cancelado por iniciativa do proprietário do cerejal.

"Refira-se que as temperaturas elevadas que se têm verificado nos últimos dias pode ter motivado uma depleção do oxigénio na água o que poderá ter causado a morte dos peixes", frisou.

A APA esclarece que albufeira de Santa Águeda é monitorizada mensalmente como captação no âmbito de programa de monitorização da APA/ARHTO, "tendo hoje sido efetuada a recolha de água, de acordo com o plano previamente estabelecido".

Por outro lado, diz que a albufeira tem vindo a ser monitorizada desde o início do ano hidrológico 2016-2017, de acordo com os requisitos estabelecidos na lei.

"Em consequência, são monitorizados o fitoplâncton (seis vezes por ano - janeiro, abril, junho, julho, setembro, novembro), parâmetros físico-químico gerais (mensalmente), pesticidas duas vezes por ano (primavera e outono), outras substâncias prioritárias e outros poluente e poluentes específicos (quatro vezes por ano - outono, inverno, primavera, verão)", lê-se no documento.

A albufeira de Santa Águeda abastece publicamente parte do concelho de Idanha-a-Nova, a maioria da população do concelho de Castelo Branco (62%) e ainda parte do concelho de Vila Velha de Ródão.

Esta barragem encontra-se classificada como albufeira de águas públicas protegidas, que são aquelas cuja água é ou se prevê que venha a ser utilizada para abastecimento de populações e aquelas cuja proteção é ditada por razões de defesa ecológica.

Partilhar:

Relacionadas

Newsletter

Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.

Siga-nos

Acompanhe as nossas redes sociais e fique por dentro das novidades.

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!