Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O eurodeputado do Partido da Terra-MPT José Inácio Faria qualifica como "fraude" a decisão do Governo de aprovar a construção do Armazenamento Temporário de Resíduos Nucleares (ATI) na central nuclear de Almaraz, em Espanha.
O eurodeputado do Partido da Terra-MPT José Inácio Faria qualifica como "fraude" a decisão do Governo de aprovar a construção do Armazenamento Temporário de Resíduos Nucleares (ATI) na central nuclear de Almaraz, em Espanha.
Em comunicado enviado à agência Lusa, O MPT, "considera inaceitável que o grupo de trabalho, cuja composição foi escolhida pelo Governo e cuja coordenação foi atribuída à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), tenha considerado que o ATI na Central de Almaraz seja uma solução adequada que permite confirmar a sua segurança ao nível dos padrões internacionais".
No documento, o MPT considera como uma "’pseudo’ consulta pública" aquilo que o Governo português promoveu e adianta que foi uma "farsa" já que a APA no processo de consulta pública, assumiu que "grande parte dos documentos não poderiam estar disponíveis por as autoridades espanholas os considerarem de acesso restrito".
O MPT acusa o Governo português de não dizer a verdade e adianta que é intenção "camuflada" de Espanha, "recolher não só o combustível irradiado de Almaraz, após 2018, mas também, ao que parece, das outras seis centrais nucleares espanholas e prolongar a licença de Almaraz após 2020".
José Inácio Faria recorda ainda que na Assembleia da República, o ministro do Ambiente, José Pedro Matos Fernandes, prometeu que, "todos os elementos de consulta pública estariam disponíveis " sem filtros", anunciando "que o Governo português tudo faria para encerrar a central nuclear de Almaraz".
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