Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Região 27 de abril de 2017

Covilhã: Reformados dos lanifícios em protesto pela comparticipação total dos medicamentos

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Reformados dos lanifícios realizaram esta quinta-feira um cordão humano que percorreu algumas ruas da Covilhã, numa ação em que exigiam a reposição do pagamento integral dos medicamentos comparticipados, independentemente de serem genéricos.

Reformados dos lanifícios realizaram esta quinta-feira um cordão humano que percorreu algumas ruas da Covilhã, numa ação em que exigiam a reposição do pagamento integral dos medicamentos comparticipados, independentemente de serem genéricos.

"Alterem a portaria, não nos obriguem a ir para outras formas de luta mais avançadas e mais radicais," afirmou Luís Garra, presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa (STBB), afeto à CGTP-IN, entidade que promoveu o protesto.

O sindicalista referia-se aos projetos de resolução apresentados na Assembleia da República pelo PCP e pelo BE, que irão a votação no dia 05 de maio e nos quais é proposto que estes reformados voltem a ter acesso gratuito a todos os medicamentos comparticipados, mesmo que não sejam genéricos.

Em causa está a alteração à lei, feita pelo atual Governo, que além de ter aprovado que o pagamento passe a ser realizado diretamente através das farmácias, sem que seja necessário o utente pedir o reembolso, também introduziu uma alteração que indica que a comparticipação terá em conta o preço de referência.

Segundo o STBB, na prática esta mudança "obriga" os utentes a consumirem genéricos ou a terem de pagar o valor remanescente, caso optem por um medicamento de marca e de preço superior.

Uma situação que "penaliza" os reformados e que Luís Garra classificou como "um roubo", uma vez que vai contra um direito para o qual estes antigos trabalhadores do setor fizeram descontos específicos.

Salientando que a reposição deste direito é "uma questão de justiça", o dirigente sindical apelou a todas as forças partidárias para que aprovem os projetos de resolução apresentados e pediu "coragem política" ao Governo para que depois implemente as alterações.

Durante uma intervenção pública realizada simbolicamente em frente das instalações do Agrupamento de Centros de Saúde da Cova da Beira, este representante dos trabalhadores e reformados explicou que o sindicato não está contra os genéricos, mas defendeu que tal não pode ser imposto e que a decisão cabe ao médico e ao utente.

Por outro lado, Luís Garra garantiu que serão adotadas medidas de luta mais contundentes se a portaria não for aprovada.

Este responsável considerou ainda "ignóbil" que haja pedidos de reembolsos realizados antes da alteração da lei que estão por pagar, passados mais de cinco a seis meses.

É o caso de Helena Pinto, 72 anos, que apresentou um pedido em 20 de dezembro.

"Só me dizem que estão à espera da autorização de Coimbra", explicou em declarações à agência Lusa, mostrando-se ainda preocupada com o que poderá ter de pagar quando voltar a precisar de medicamentos.

Já Gabriel Carrola explica que na última deslocação à farmácia já foi confrontado com a necessidade de pagar 4,70 euros, valor que antes não lhe era cobrado.

Igualmente apreensiva está Patrocínia Oliveira, que está a dever 170 euros à farmácia, "à espera que a situação se resolva".

Partilhar:

Relacionadas

Newsletter

Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.

Siga-nos

Acompanhe as nossas redes sociais e fique por dentro das novidades.

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!