Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco (ADACB) disse hoje estar preocupada com o atraso na abertura para as candidaturas aos programas rurais de acesso aos fundos comunitários, situação que dizem penalizar o investimento agrícola.
A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco (ADACB) disse hoje estar preocupada com o atraso na abertura para as candidaturas aos programas rurais de acesso aos fundos comunitários, situação que dizem penalizar o investimento agrícola.
"Há uma quantidade de programas que são importantes para o mundo rural e para a agricultura e que, de facto, ou estão a meio gás ou ainda nem sequer abriram, nomeadamente todos os programas de formação profissional que são importantíssimos para dar a conhecer as várias técnicas agrícolas aos agricultores", afirmou hoje o presidente da ADACB, Mesquita Milheiro, durante a assembleia-geral da instituição.
Segundo Mesquita Milheiro, o Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020 tem registado atrasos significativos, com os agricultores a terem de esperar vários meses até verem as candidaturas serem aprovadas.
"Há agricultores que meteram projetos de investimento há mais de um ano e continuam à espera", referiu, sublinhando a necessidade de se agilizarem os processos de modo a que os agricultores possam avançar com os projetos de investimento sabendo com aquilo que contam.
Este responsável explicou que a ADACB já manifestou essa preocupação à Confederação Nacional de Agricultores no sentido de esta entidade reivindicar junto da tutela a necessidade de abrir os programas "o mais rápido possível" e também de "agilizar" os procedimentos relativos aos projetos de investimento.
Por outro lado, manifestou a apreensão relativa ao "velho problema" da comercialização da produção local que tem de enfrentar o "estrangulamento" provocado pelas grandes superfícies.
"Temos custos de produção elevadíssimos e cada vez mais dificuldades na comercialização porque as grandes superfícies controlam o mercado e, na maioria dos casos, preferem importar do que comprar localmente", apontou.
Durante a assembleia-geral foi ainda aprovado por unanimidade o plano de atividades e orçamento para 2017, cujo valor previsional é de 259.500 euros.
Entre as atividades que a associação pretende levar a cabo no próximo ano está a manutenção de todos os serviços e aconselhamento aos agricultores, bem como a candidatura a projetos e a aquisição de uma unidade móvel, equipada informaticamente e que permita levar até às localidades do distrito informação e serviços disponibilizados na sede da associação, no Fundão.
"É uma forma de estarmos mais perto do mundo rural e dos agricultores, levando-lhe toda a informação e serviços que prestamos aqui", disse.
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