Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O movimento de cidadãos Fórum Cidadania & Território está hoje reunido na aldeia de Juncal do Campo para discutir e reunir um conjunto de medidas concretas a integrar no Programa Nacional para a Coesão Territorial.
O movimento de cidadãos Fórum Cidadania & Território está hoje reunido na aldeia de Juncal do Campo para discutir e reunir um conjunto de medidas concretas a integrar no Programa Nacional para a Coesão Territorial.
"Com a criação da Unidade de Missão para a Valorização do Interior (UMVI), cujo objetivo é definir um Programa Nacional para a Coesão Territorial e, sabendo nós que as regiões do interior enfrentam imensos problemas e dificuldades, é importante criar alternativas e soluções para que haja uma verdadeira coesão territorial", disse à agência Lusa Conceição Matos, do Fórum Cidadania & Território.
A responsável deste grupo informal da sociedade civil que está reunido nesta aldeia do Concelho de Castelo Branco, explicou que o fórum trabalha numa ótica de participação, envolvendo as pessoas e as comunidades, para com elas discutir sobre os seus problemas.
"Acreditamos que é possível criar dinâmicas de desenvolvimento territorial a partir, exatamente, de quem vive nos territórios. As políticas não devem ser cegas, isto é, de âmbito nacional. Devem ser políticas que sejam diferenciadas em função dos problemas e das especificidades que cada território tem", disse.
O objetivo deste movimento nacional de cidadãos, um grupo informal criado em 2013 e que congrega 160 membros, 37 dos quais são associações, é realizar debates e reflexões, a partir dos oito eixos que o Governo definiu para o Programa Nacional para a Coesão Territorial.
Para isso, foram criados 12 grupos de reflexão, de norte a sul do país.
"A nossa ideia é apresentar propostas concretas, que possam ser exequíveis e dar um contributo para a mudança. Há uma vontade política efetiva no programa do Governo. Acho que este é o momento e não podemos desperdiçar esta oportunidade", sustentou.
Conceição Matos adiantou ainda que os territórios passaram a fazer parte da agenda política.
"As recomendações finais irão resumir um conjunto de medidas concretas atendendo à diversidade dos territórios", disse.
O documento final, que terá um conjunto de medidas concretas que reflete a visão do fórum será apresentado brevemente e, posteriormente, entregue à UMVI.
À Lusa, o coordenador-adjunto da UMVI, João Paulo Catarino, realçou o papel deste movimento informal da sociedade civil na recolha de contributos: "É a prova de que existe uma consciência nacional de que é urgente inverter a trajetória do aumento das assimetrias entre o interior e o litoral".
Este responsável sublinhou ainda que a UMVI tem andado por todo o país a ouvir os agentes locais e regionais e a recolher os seus contributos para o programa nacional para a coesão territorial.
"Esperemos que este [programa nacional] seja o resultado de uma reflexão profunda feita pelos agentes locais e regionais e pela própria sociedade civil, onde se inclui este Fórum para a Cidadania & Território", concluiu.
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