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Região 18 de abril de 2016

Castelo Branco: Quercus satisfeita com cancelamento da barragem do Alvito

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A associação ambientalista Quercus manifestou esta 2ª-feira a sua satisfação pelo cancelamento da construção da barragem do Alvito, que abrange os concelhos de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão.

A associação ambientalista Quercus manifestou esta 2ª-feira a sua satisfação pelo cancelamento da construção da barragem do Alvito, que abrange os concelhos de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão.

"São boas notícias para a região e para o país, porque este Plano Nacional de Barragens (PNB) claramente não resolve os problemas energéticos e traz problemas de impacto na biodiversidade. Esta reavaliação do PNB caminha no bom sentido", disse hoje à agência Lusa Samuel Infante, da Quercus.

O Governo anunciou hoje o cancelamento da construção das barragens do Alvito, no rio Tejo, que abrange os concelhos de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão, e de Girabolhos, no rio Mondego, no concelho de Mangualde, enquanto a construção da barragem do Fridão, no rio Tâmega, no concelho de Amarante, foi suspensa por três anos.

O fim da construção da barragem do Alvito, que já vinha do anterior Governo, foi agora reconfirmada pelo Governo do PS.

O início das obras da barragem do Alvito, um empreendimento desejado na região há cerca de 60 anos, esteve anunciado para começar efetivamente em meados de 2011, sendo que esta iria produzir anualmente 400 gigawatts hora (GWh) de energia renovável, aproximadamente o dobro do consumo anual dos concelhos de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão.

O investimento previsto ascendia aos 360 milhões de euros e era expectável que fossem criados mil postos de trabalho diretos e entre 2.500 a 3.000 indiretos.

O ambientalista explica que além da suspensão da construção de três barragens vão ser demolidas um conjunto de infraestruturas hidráulicas que estavam obsoletas.

"São medidas muito positivas que a Quercus saúda", afirmou.

Samuel Infante sublinha que este é "um bom sinal" do Governo e adiantou que é necessário que seja cumprida a diretiva quadro da água que traz um novo paradigma como ponto central da biodiversidade e do funcionamento ecológico dos ecossistemas.

"Fazendo os investimentos certos e apostando na eficiência energética, conseguimos ser 100% renováveis, sem ter impactos na biodiversidade", concluiu.

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