Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O condutor de um autocarro que em 2013 se despistou na Sertã provocando a morte a 11 dos 44 passageiros e que está acusado de homicídios por negligência conhece hoje a sentença no tribunal de Castelo Branco.
O condutor de um autocarro que em 2013 se despistou na Sertã provocando a morte a 11 dos 44 passageiros e que está acusado de homicídios por negligência conhece hoje a sentença no tribunal de Castelo Branco.
Durante o julgamento, a procuradora do Ministério Público (MP) pediu pena de prisão suspensa na sua execução para 11 crimes de homicídio e para dois de ofensa à integridade física, todos por negligência.
O MP alegou a velocidade excessiva a que circulava o autocarro no Itinerário Complementar (IC) 8, que, a par de um ressalto brusco, terão estado na origem do acidente.
"Era exigível que o condutor tivesse uma especial precaução na condução, o que não fez", disse a procuradora do MP, realçando ainda que se tratava de um condutor profissional e experiente.
A procuradora sublinhou ainda que entre as 08:08, momento em que houve uma paragem do autocarro para que fosse prestada assistência médica a um passageiro que se sentiu mal, e as 09:12, "o autocarro percorreu 26 quilómetros, em 14 minutos, o que significa que foi feito a 112 quilómetros por hora".
O MP alegou ainda que até às 08:08, a média feita pela viatura "era superior a 123 quilómetros por hora".
Já a defesa do condutor assumiu que este tem responsabilidades, mas que não devia estar sozinho no tribunal.
"A parte mais fraca é a que está aqui, quando deviam estar outros", afirmou.
O advogado de defesa sustentou "a culpa tem que ser fortemente atenuada", caso o condutor seja responsabilizado.
E adiantou que existiu um conjunto de circunstâncias como as condições meteorológicas, a sinalização e o estado da via que contribuíram para o acidente.
Em relação à velocidade e a outras questões técnicas, a defesa sublinhou que não foram bem fundamentadas em tribunal e referiu os diferentes relatórios da GNR, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e da ROSETE (Centro de Peritagem Tacográfico), que dizem coisas diferentes.
A leitura da sentença está marcada as 09:30 horas.
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