Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira (PS) anunciou esta 2ª-feira à tarde que retirou a vice-presidência ao número dois do executivo, Carlos Martins, por "questões de natureza funcional e orgânica" da autarquia.
O presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira (PS) anunciou esta 2ª-feira à tarde que retirou a vice-presidência ao número dois do executivo, Carlos Martins, por "questões de natureza funcional e orgânica" da autarquia.
"É uma decisão que decorre de uma reflexão amadurecida, longa e solitária, a qual foi sempre pontificada por uma infinita paciência e tolerância", referiu Vítor Pereira, sem querer especificar quais os pontos que estiveram em análise nessa reflexão.
O presidente desta autarquia do distrito de Castelo Branco sublinhou que a decisão "é determinada, firme e, ao mesmo tempo, muito dolorosa, mas norteada pela defesa do interesse público e dos superiores interesses dos covilhanenses".
"Fui eleito pelos covilhanenses para fazer o melhor que sabia e podia em defesa dos seus interesses e por conseguinte é ao serviço deles que tomo decisões e que continuarei a trabalhar até ao final do meu mandato", referiu.
De acordo com o que apontou, "era chegada a hora de alterar a orgânica do executivo e torná-la mais funcional", disse, recusando fazer qualquer avaliação sobre exercício de funções por parte do ex-vice-presidente, Carlos Martins.
Vítor Pereira afirmou, todavia, que mantém a confiança política no número dois da lista socialista, que aliás manterá alguns pelouros autárquicos, cinco de forma individual e outros partilhados com o presidente.
Por enquanto, o autarca também optou por não nomear qualquer vereador para o cargo: "neste momento não existe vice-presidente e o meu substituto legal será designado caso a caso e em função das necessidades".
A agência Lusa tentou obter uma reação do ex-vice-presidente, mas Carlos Martins não atendeu as chamadas telefónicas.
Nas eleições de 29 de setembro de 2013, o PS, encabeçado por Vítor Pereira, obteve três mandatos, o Movimento Acreditar Covilhã (MAC) conquistou dois, enquanto o PSD e CDU elegeram um vereador cada.
Na altura não foi anunciado qualquer acordo de coligação, sendo que em janeiro de 2015 o presidente da câmara atribuiu pelouros ao vereador do PSD no âmbito de um "acordo de incidência governativa", que se mantém em vigor.
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