Por: Diario Digital Castelo Branco
Quase 200 caminheiros percorreram este sábado, dia 8, a rota do contrabando por terras da raia, ligando a povoação espanhola de Zarza La Mayor a Salvaterra do Extremo, no concelho de Idanha-a-Nova.
Quase 200 caminheiros percorreram este sábado, dia 8, a rota do contrabando por terras da raia, ligando a povoação espanhola de Zarza La Mayor a Salvaterra do Extremo, no concelho de Idanha-a-Nova.
Ao cair da tarde, os caminheiros, portugueses e espanhóis, recriaram os trilhos por onde outrora a necessidade levava as populações raianas a contrabandear diversos tipos de produtos, em arriscadas travessias na calada da noite.
Os participantes seguiram, mais uma vez, as pisadas do antigo contrabandista José Joaquim Rascão. Sempre disponível, mostrou os antigos caminhos e itinerários, demonstrou as manhas e os truques e recordou histórias de um passado não muito longínquo.
Durante duas horas, o passeio permitiu dar asas à imaginação e experienciar as aventuras vividas num tempo em que o contrabando, embora ilegal, era um modo de vida decisivo na subsistência das populações na raia beirã.
A travessia transfronteiriça, evitando os guardas-fiscais, do lado português, e os carabineiros, do lado espanhol, era fértil em peripécias e estratégias arrojadas, essencialmente à volta do contrabando de café.
Hoje são os deslumbrantes cenários e os momentos de confraternização que fazem desta atividade um grande sucesso, ano após ano, com destaque para a empolgante travessia do rio Erges.
A iniciativa “Contrabandeando por Terras da Raia” foi organizada pelo Município de Idanha-a-Nova, União das Freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo, Associação Cultural, Recreativa e Social para o Desenvolvimento de Salvaterra do Extremo e Ayuntamiento de Zarza La Mayor.
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