Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O ceramista João Robalo promove um desfile de máscaras no dia 11 de julho, em Castelo Branco, sendo que o valor angariado na iniciativa reverte a favor do núcleo de apoio à vítima de violência doméstica.
O ceramista João Robalo promove um desfile de máscaras no dia 11 de julho, em Castelo Branco, sendo que o valor angariado na iniciativa reverte a favor do núcleo de apoio à vítima de violência doméstica.
"Esta iniciativa tem o objetivo de comemorar os 40 anos de João Robalo como ceramista e, ao mesmo tempo, alertar para o flagelo da violência doméstica, sendo que as receitas angariadas no evento revertem para o núcleo de apoio às vítimas desse crime da Associação Amato Lusitano", disse esta 6ª-feira o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia.
O autarca, que falava durante uma conferência de imprensa para apresentação do desfile "Atrás da Máscara", adiantou que o município não podia deixar de se juntar a uma iniciativa tão "nobre e altruísta".
A iniciativa "Atrás da Máscara" decorre no dia 11 de julho, às 21:30, no anfiteatro do Museu Cargaleiro e vai reunir 80 máscaras em cerâmica de uma coleção pessoal do ceramista João Robalo.
Os manequins participantes vão ser vestidos com peças da autoria da artesã Salete Afonso, decoradas com o tradicional bordado de Castelo Branco.
"Além de assinalar 40 anos como ceramista, pensei em ajudar uma instituição de Castelo Branco e escolha recaiu na associação Amato Lusitano e no seu núcleo de apoio à vítima de violência doméstica", explicou João Robalo.
O ceramista sublinhou ainda que a iniciativa pretende não só angariar fundos para as vítimas de violência doméstica, como também alertar a sociedade para este flagelo.
"Esta é também uma forma de divulgar uma associação que apoia, em Castelo Branco, estas vítimas. Criei uma escultura a que dei o nome de ‘Navegar para ser Feliz’ e que vai ser sorteada no final do evento", disse.
Por seu turno, o presidente da Associação Amato Lusitano, Arnaldo Brás, disse estar sensibilizado com esta atitude do ceramista de Castelo Branco.
"Atrás da máscara escondem-se atitudes que são condenáveis e que têm a ver com a violência doméstica, uma área muito difícil de tratar", referiu.
Arnaldo Brás adiantou que a ideia de se criar um fundo que sirva para ajudar as vítimas deste tipo de violência "é muito importante até porque os apoios não chegam para financiar tudo o que a associação faz".
"Esta ajuda que vem de uma forma sem esperar nada em troca é vista como um gesto altruísta que tem atrás, a arte", concluiu.
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