Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A associação ambientalista Quercus está a estudar a hipótese de avançar com uma ação judicial devido à poluição verificada na ribeira do Açafal, um afluente do Tejo junto a Vila Velha de Ródão, Castelo Branco.
A associação ambientalista Quercus está a estudar a hipótese de avançar com uma ação judicial devido à poluição verificada na ribeira do Açafal, um afluente do Tejo junto a Vila Velha de Ródão, Castelo Branco.
"Estamos a estudar a hipótese de avançar com uma ação judicial contra incertos", disse esta 6ª-feira Samuel Infante, da Quercus.
Em causa está a poluição que se tem verificado no rio Tejo, entre Vila Velha de Ródão e Abrantes, distrito de Santarém, e cujo foco poluidor tem origem na ribeira do Açafal, um afluente do Tejo junto a Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco.
"Ao longo dos últimos meses foram detetados vários focos de poluição em Vila Velha de Ródão e no último mês as denúncias intensificaram-se", revelou o ambientalista.
Fonte do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Castelo Branco disse que no decurso deste ano foram levantados dois autos por descargas verificadas no mês de abril na ribeira do Açafal.
Samuel Infante explicou ainda que o rio Tejo "está completamente morto" numa extensão de cerca de 10 quilómetros, entre o Açafal e o porto do Arneiro.
"Nos últimos anos tem havido queixas regulares por causa da poluição e tem sido um jogo do gato e do rato. Normalmente, as descargas são feitas à noite ou aos fins de semana. Há descargas recorrentes que são difíceis de apanhar, mas a poluição tem origem no Açafal e nos seus emissários", afirmou.
O ambientalista revelou também que os pescadores que apanham lagostim em outras barragens e que tinham os seus viveiros no Tejo tiveram que os mudar por causa da poluição.
"Os lagostins que são extremamente resistentes à poluição e aos baixos índices de oxigénio na água morriam", disse.
Segundo este responsável da Quercus, "há um descontrolo completo sobre o que se está a passar". Adianta que a situação é de "uma calamidade ambiental".
"O crime compensa. As autoridades [Agência Portuguesa do Ambiente] podem suspender ou retirar as licenças às indústrias poluidoras. Havendo vontade, as coisas resolvem-se", concluiu.
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