Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Região 12 de maio de 2015

Covilhã: Bombeiros reivindicam financiamento com base na despesa das associações

Por: Diario Digital Castelo Branco

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Covilhã mostrou-se esta 2ª-Feira preocupada com o que está previsto na lei de financiamento dos bombeiros, defendendo que esta deveria ter como critério a despesa de cada associação.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Covilhã mostrou-se esta 2ª-Feira preocupada com o que está previsto na lei de financiamento dos bombeiros, defendendo que esta deveria ter como critério a despesa de cada associação.

"Temos uma preocupação enorme com a lei do financiamento das associações humanitárias e, apesar de neste momento ainda não sabermos o valor que será atribuído, consideramos que este deveria ser, no mínimo, igual ao da despesa das associações", disse o presidente da direção, Joaquim Matias.

Este responsável falava durante uma conferência de imprensa na qual deu a conhecer um conjunto de preocupações daquela associação, relativas à nova lei de financiamento dos bombeiros que foi aprovada no dia 07 de maio e que, segundo a ministra da Administração Interna, contribuirá para a previsibilidade das receitas das associações.

De acordo com a ministra, em declarações feitas em conferência de imprensa, "a aprovação desta proposta de lei no parlamento representará um aumento do montante global a distribuir em 2015 que corresponde a um aumento de 12% em relação a 2014”.

Este valor, segundo o dirigente covilhanense, ficará "aquém" das despesas que, no caso dos Bombeiros da Covilhã, rondam um valor anual de cerca um milhão e meio de euros, quando o valor médio de financiamento é de cerca de um milhão de euros.

"Tem de se fazer uma ginástica tremenda para se fazer face aos pagamentos de salários e outras despesas", especificou, adiantando que a associação conta com um apoio de beneméritos, dos sócios e de um subsídio municipal que "tem vindo a aumentar", mas que ainda assim é muito inferior ao que outras autarquias investem nas respetivas associações.

Joaquim Matias apelou ainda à aprovação por parte da Autoridade Nacional de Proteção Civil de uma Equipa de Intervenção Permanente para a Covilhã, cuja candidatura foi apresentada pela câmara local e aguarda agora aprovação da tutela.

"Vemos com muita preocupação a não resolução desta legítima reivindicação, porque hoje confrontamo-nos com a migração e emigração e nem sempre temos as mulheres e homens necessários para dar resposta que desejamos", apontou, sublinhando que a responsabilidade de a associação não ter apresentado candidatura, quando o prazo foi inicialmente aberto, foi da direção anterior.

As questões do estatuto de parceiro social, da ausência do cartão social de bombeiro, da falta da reposição da isenção de taxas moderadoras, da contagem de tempo de serviço para bombeiros foram outras das preocupações apresentadas.

Segundo os dados apontados, em 2014 esta corporação deu resposta a mais de 1.300 alertas, que levaram ao envolvimento de 2.2008 bombeiros e de 1.771 viaturas, que percorreram mais de 926 quilómetros.

Em 2015, ano em que completa o 14º aniversário, já registou mais de 3.000 ocorrências, que evolveram mais de 7.000 bombeiros e mais de 3.300 viaturas, tendo sido percorridos mais de 274.000 quilómetros.

Partilhar:

Relacionadas

Newsletter

Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.

Siga-nos

Acompanhe as nossas redes sociais e fique por dentro das novidades.

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!