Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, disse esta 5ª-Feira que está a ponderar avançar com uma ação judicial em defesa dos interesses do município por causa da reestruturação do setor da água.
O presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, disse esta 5ª-Feira que está a ponderar avançar com uma ação judicial em defesa dos interesses do município por causa da reestruturação do setor da água.
"Provavelmente, vamos meter um pedido de indemnização à tutela, porque há aqui uma realidade. É uma reestruturação que aumenta os prazos de concessão e, portanto, aumenta os prazos de utilização. E foi decidida de forma unilateral, quando as infraestruturas são do município de Castelo Branco", afirmou o presidente da Câmara Municipall, Luís Correia.
O autarca, que falava durante a sessão da Assembleia Municipal de Castelo Branco, adiantou que o município está a estudar essa possibilidade na defesa dos seus interesses.
E, dirigindo-se à bancada municipal do PSD, disse esperar que no momento de intentar esse pedido de indemnização seja possível ver os sociais-democratas ao lado do município e dos interesses do município.
As questões em torno da reestruturação do setor da água voltaram à discussão durante o período de antes da ordem do dia, com o autarca de Castelo Branco a responder às tomadas de posição e às críticas de que foi recentemente alvo por parte do vereador social-democrata na Câmara de Castelo Branco Paulo Moradias.
O deputado e líder da bancada do PSD, Álvaro Batista, pegou no tema da localização da sede social da nova empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo que vai para a cidade da Guarda para questionar o presidente.
"A sede vai ou não ser uma sede fantoche? Se não serve para nada, então não compreendo a preocupação que a sede fique em Castelo Branco ou em outro local. Se nunca disse [o presidente da câmara] que queria cá a sede e sempre se manifestou contra a reestruturação porque é que se mostra tão incomodado", sublinhou.
Álvaro Batista referiu ainda que a sede foi para a cidade da Guarda como "medida de discriminação positiva" do interior.
"A sede tinha que ficar em algum lado e então o Governo decidiu que vinha para o interior. De entre os candidatos, Castelo Branco dizia-se contra a reestruturação e não percebo como pode agora fazer o papel de vítima".
O presidente da Câmara de Castelo Branco voltou a explicar que a alternativa à reestruturação do setor passava pela criação de um fundo de equilíbrio tarifário.
"Este fundo permitia atingir os mesmos objetivos e os equilíbrios tarifários entre o interior e o litoral", disse.
Luís Correia disse também que continua a tentar defender-se o que é indefensável e reafirmou que a alternativa à reestruturação passava pela criação do fundo de equilíbrio tarifário defendido pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).
O autarca deu ainda como exemplo destes processo de concentração aquilo que se passou com a EDP em Castelo Branco.
"Dou como exemplo a EDP em Castelo Branco há muitos anos. O que foi no passado e o que hoje representa em Castelo Branco? Têm aí um exemplo e vejam o que é que beneficiamos? Falo apenas na qualidade do serviço que existe, resultado desse afastamento", concluiu.
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