Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), Jorge Alves, revela que, quem visita os reclusos na cadeia de Castelo Branco, passa unicamente pelo detetor de metais, sem outro tipo de controlo.
O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), Jorge Alves, revela que, quem visita os reclusos na cadeia de Castelo Branco, passa unicamente pelo detetor de metais, sem outro tipo de controlo.
Jorge Alves falava à agência Lusa sobre o caso dos oito reclusos que, no domingo, foram internados em estado grave, após ter consumido uma substância ainda não identificada, que entrou durante a visita da manhã.
Segundo o presidente do sindicato, o que aconteceu em Castelo Branco “é o reflexo da falta de estratégia da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) no cumprimento da lei”, designadamente no controlo de pessoas e bens.
Jorge Alves adiantou que, em Castelo Branco, “não estão autorizadas revistas aos visitantes”, que são sobretudo mulheres e que passam unicamente pelo “pórtico de metais”.
“Só há uma guarda prisional para fazer o controlo das mulheres, que são o maior número dos visitantes”, afirmou, sublinhando que existe uma “falta de planeamento no controlo da droga que entra nas cadeias”.
Nesse sentido, alertou para a necessidade de uma fiscalização dos reclusos e das celas, após as visitas.
O dirigente sindical criticou ainda “a falta de preocupação da DGRSP em implementar os planos de emergência nos estabelecimentos prisionais para situações de crise”,,, para que os guardas saibam exatamente o que fazer.
Jorge Alves defendeu ainda a criação de uma cultura de segurança que passe por todas as carreiras da DGRSP e pelo cumprimento das normas em vigor.
A agência Lusa pediu esclarecimento à DGRSP sobre esta situação denunciada pelo sindicato, mas até ao momento não obteve resposta.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu um inquérito ao caso ligado à entrada ilegal de substâncias, ainda não identificadas, no Estabelecimento Prisional de Castelo Branco, cujo consumo levou ao internamento de oito reclusos.
Em resposta à agência Lusa, a PGR disse que a investigação está a decorrer na 1.ª Secção da Procuradoria Local da Comarca de Castelo Branco.
A Polícia Judiciária de Coimbra, segundo a DGRSP, está com a investigação criminal em campo.
A DGRSP informou, no domingo, que a causa da hospitalização dos oito reclusos será averiguada para apuramento do tipo e modo de entrada da substância ilícita que os afetou.
Segundo DGRSP, ao princípio da tarde de domingo, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) foi chamado ao Estabelecimento Prisional de Castelo Branco e transportou oito reclusos, "que apresentavam sinais de doença súbita, resultante do consumo de uma substância ilícita, presumivelmente 'ketamina'".
O estado de saúde dos reclusos mantém-se estacionário e ainda com risco de vida, segundo informou hoje o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS).
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