Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB), José Gameiro, afirma que o preço "exorbitante" das portagens na autoestrada da Beira Interior (A23) representa para as empresas um peso maior do que os impostos.
O presidente da Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB), José Gameiro, afirma que o preço "exorbitante" das portagens na autoestrada da Beira Interior (A23) representa para as empresas um peso maior do que os impostos.
"Há muitas empresas [na Beira Baixa] em que as portagens [na A23, que liga Torres Novas à Guarda, passando também pelos distritos de Castelo Branco e Portalegre] representam hoje um maior peso do que os próprios impostos sobre o rendimento. Algo temos de fazer para mudar esta situação", afirmou o novo presidente da direção da AEBB.
José Gameiro falava esta 6ª-feira,em Castelo Branco, durante a tomada de posse dos órgãos sociais da AEBB para o triénio 2015-2017, cerimónia que foi presidida pelo secretário de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias.
O empresário e presidente da AEBB aproveitou a presença do governante e da presidente da Comissão de Cooperação e desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, para deixar algumas preocupações dos empresários locais.
As alterações no acesso à saúde básica, a taxação de impostos sobre os rendimentos nas mesmas circunstâncias para as empresas desta região desfavorecida e de outras localizadas nos grandes centros são alguns dos problemas realçados pela AEBB.
"Teremos que conseguir diferenciações positivas a bem da verdadeira coesão territorial", sustentou.
O dirigente empresarial referiu ainda as dificuldades que as empresas sentem em fazer chegar à região, "em tempo oportuno e a bom preço", muitas matérias-primas, face ao "mau funcionamento" das ligações ferroviárias de mercadorias.
"Não se entende que com todo o dinheiro investido na ferrovia há alguns anos, seja ainda hoje uma infraestrutura tão deficitária", afirmou.
Apesar das dificuldades, a AEBB passado quase três décadas de existência está a entrar num novo ciclo que o novo presidente da direção quer que seja de união, consolidação e de crescimento.
"Este ponto de partida conta com um universo de cerca de duas centenas de associados que são responsáveis pelo emprego de aproximadamente 10 mil pessoas na Beira Baixa", concluiu.