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Região 10 de abril de 2015

Castelo Branco: GNR fica sem sistema automático de identificação de impressões digitais

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A GNR encerrou este ano, em Castelo Branco, o local onde era feita a identificação de impressões digitais de suspeitos de crimes através de um sistema automático, por falta de manutenção, revelou a Associação Nacional de Sargentos da Guarda (ANSG).

A GNR encerrou este ano, em Castelo Branco, o local onde era feita a identificação de impressões digitais de suspeitos de crimes através de um sistema automático, por falta de manutenção, revelou a Associação Nacional de Sargentos da Guarda (ANSG).

Para a associação que representa os sargente da GNR, o encerramento das estações de Castelo Branco, Aveiro, Lisboa e Santarém, onde funcionava o AFIS (sistema automático de identificação de impressões digitais), vai “atrasar todo o processo de investigação criminal”, permitindo que muitos criminosos fiquem por identificar em tempo útil do julgamento.

Em funcionamento desde 2012 na GNR, o AFIS permite em poucos minutos identificar um suspeito através da introdução das impressões digitais, copiadas do local do crime, num computador.

O presidente da ANSG, José Lopes, adiantou à agência Lusa que a Guarda Nacional Republicana foi “forçada a desligar” as quatro estações AFIS, estruturas da responsabilidade da corporação, devido “à falta de contrato de manutenção”.

Segundo José Lopes, as estações AFIS, onde estão os terminais que fazem a ligação à base de dados nacionais de impressões digitais, têm vindo a ser desligadas desde o início do ano por falta de manutenção, tendo sido a de Santarém a última a ser encerrada, em março.

O presidente da ANSG considerou também que esta situação vai “colocar em causa não só a comparação lofoscópica das impressões recolhidos nos locais dos crimes, como consequentemente impossibilidade de identificação e detenção dos seus autores”.

Segundo José Lopes, os militares da GNR da investigação criminal vão ter agora que enviar para o Laboratório da Polícia Científica (LPC) da Polícia Judiciária, onde está centralizada a base de dados, os vestígios lofoscópicos de suspeitos, recolhidos em locais de crimes, o que vai atrasar todo o processo.

De acordo com a ANSG, as quatro estações AFIS foram adquiridas pela GNR em 2012, num investimento que rondou o meio milhão de euros, incluindo a formação dos polícias e aquisição dos terminais.

O projeto AFIS resultou de um acordo entre a PJ, PSP e GNR.

A PSP tem quatro estações AFIS: Unidade Especial de Polícia, Comandos de Lisboa, Porto e Setúbal.

A agência Lusa contactou o Comando-Geral da GNR para obter esclarecimentos sobre os motivos do encerramento das estruturas em Aveiro, Castelo Branco, Lisboa e Santarém, mas até ao momento não obteve qualquer resposta.

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