Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, pediu uma reunião aos administradores das Minas da Panasqueira de modo a esclarecer se a empresa está a passar dificuldades, anunciou esta 3ª-feira o autarca.
O presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, pediu uma reunião aos administradores das Minas da Panasqueira de modo a esclarecer se a empresa está a passar dificuldades, anunciou esta 3ª-feira o autarca.
"Estamos a aguardar que a mesma seja marcada porque, naturalmente, acompanhamos qualquer alteração com a máxima preocupação, já que estamos a falar de uma empresa que é uma importante fonte de riqueza para todo o concelho e região", referiu.
A reunião foi pedida na sequência de um alerta deixado pela presidente da Junta de Aldeia de São Francisco durante a última Assembleia Municipal da Covilhã, que deu conta de informações informais que apontavam para a existência de dificuldades na empresa.
A autarca daquela freguesia do Couto Mineiro referiu que a empresa Sojitz Beralt Tin and Wolfram Portugal já estaria a despedir funcionários e que a atividade da mina poderia mesmo estar em causa se a situação não se invertesse.
Uma situação que o presidente do município covilhanense espera que seja "meramente conjuntural" e que possa ser ultrapassada "a bem dos interesses de todos".
"O que temos é um conjunto de informações que não foram confirmadas e que são bastante genéricas, apontando no sentido de que, em virtude das variações do preço do volfrâmio, a empresa estará a ter mais dificuldade em escoar a produção, mas, como digo, espero que esta situação se inverta", apontou.
Contactado pela agência Lusa, Luís Paulo Mendes, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira, também disse que está a acompanhar a situação com "preocupação", manifestando "estranheza" com o facto de estas informações coincidirem com o período em que se está a negociar o aumento salarial.
Luís Paulo Mendes especificou ainda que, de acordo com a informação recolhida, a dispensa de trabalhadores estará relacionada com a não renovação de contratos temporários, o que, segundo acusa, "é prática corrente da empresa para não ter de colocar os trabalhadores no quadro de efetivos".
Ainda assim, o sindicalista garantiu que tentará obter mais informação sobre esse e outros assuntos durante a reunião que está marcada para quinta-feira no âmbito da negociação do caderno reivindicativo para 2015, no qual o sindicato pede um aumento de 7% contra os 0,5% propostos pela empresa.
Depois da reunião, às 14:30, o sindicato também promoverá um plenário de trabalhadores.
A agência Lusa também contactou a administração da empresa, que integra um grupo empresarial japonês, mas até ao momento não obteve resposta.
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