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Região 2 de julho de 2014

Vila Velha de Ródão: AMS-BR "Star Paper" já investiu 90 Milhões na fábrica

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A AMS-BR "Star Paper" investiu 90 milhões de euros na fábrica de Vila Velha de Ródão nos últimos cinco anos, período durante o qual a empresa atingiu uma faturação de 200 milhões de euros.

A AMS-BR "Star Paper" investiu 90 milhões de euros na fábrica de Vila Velha de Ródão nos últimos cinco anos, período durante o qual a empresa atingiu uma faturação de 200 milhões de euros.

"Desde há dois anos que andamos a fazer estudos para um novo investimento e foi tomada a decisão, este ano, de avançarmos para uma quarta fase, um investimento de 39 ME. Com isto, a empresa em cinco anos investe nesta zona do interior perto de 90 ME", disse hoje à agência Lusa o diretor geral executivo da empresa.

José Miranda considerou que na atual conjuntura que o país atravessa o investimento feito pela empresa é de enaltecer.

"Investir 90 ME numa zona desertificada do interior, apostando numa potencialidade enorme que é o recurso humano, é algo que não é normal nos dias de hoje", disse.

O diretor geral executivo da AMS explicou ainda que a terceira fase de investimento na fábrica de Ródão, no valor de 11 ME, ficou concluída em setembro e fechou a fase inicial da aposta, que totalizou os 50 ME.

A quarta fase, que inclui uma verba de 39 ME, basicamente vai ser destinada à modernização tecnológica.

"Temos cinco anos de existência, mas penso que podemos modernizar mais e também ampliar a unidade fabril, sendo que o objetivo é tentar ganhar quota de mercado fora de Portugal, aumentando o nosso índice de exportação", referiu o responsável da AMS.

Este novo investimento, que ficará concluído em junho de 2015, vai permitir a criação de mais 71 postos de trabalho na empresa.

José Miranda espera aumentar os índices de exportação para os 44%, sendo que atualmente a empresa exporta 26% da produção.

Apesar da procura no aumento de exportação, José Miranda sublinhou que o produto da AMS, papel "tissue", "é um produto que viaja mal", ou seja, "o custo de transporte onera bastante o produto final, o que significa que a uma grande distância do local de produção deixa-se de ser competitivo”.

“Só por si, isto significa que o nosso mercado alvo é Portugal e Espanha", explicou.

Contudo, além do mercado alvo, a AMS está atualmente a exportar para Angola, Marrocos e também para Cabo Verde.

Questionado sobre a recente alteração da estrutura acionista da empresa, onde o grupo Gomà Camps deixou de ter qualquer participação, José Miranda disse apenas que "as pretensões de ambas as partes estavam melhor salvaguardadas com este movimento acionista que foi feito, quer quem saiu, quer quem entrou”.

“Neste momento, o capital é português. Os objetivos [desta mudança na estrutura acionista] estão muito claros. Com esta mudança de estrutura, pretendemos implementar um plano de investimento de 39ME", adiantou.

O diretor financeiro da AMS-BR "Star Paper" explicou à Lusa que 40% das compras da empresa são feitas a entidades locais do concelho de Vila Velha de Ródão e concelhos limítrofes.

Paulo Santos sublinhou também que 41% dos colaboradores têm menos de 30 anos e mais de 62% possuem como habilitações literárias cursos superiores.

A AMS tem ainda instalado o maior "pipeline" da Europa, com 1,8 quilómetros, que, segundo o diretor financeiro, permite "poupar a circulação de 800 camiões/ano, o que equivale a menos 11 mil toneladas de emissões de CO2".

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