Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
De acordo com fonte europeia citada pela agência noticiosa AFP, os chefes de Estado e de governo dos países mais ricos e industrializados do mundo deparam-se agora com uma ocasião única para encontrar com a Rússia uma «solução política» para a crise ucraniana, na sequência da eleição do novo Presidente.
A cimeira do G7 antecede as cerimónias do 70º aniversário do desembarque da Normandia (Dia D) - que ocorreu em França na fase final da Segunda Guerra Mundial - e já na presença do Presidente russo Vladimir Putin e do recém-eleito chefe de Estado ucraniano, Petro Porochenko.
O presidente norte-americano Barack Obama, que hoje se reuniu com Porochenko em Varsóvia, apelou a Putin para se reunir com o novo líder de Kiev.
De momento, e durante a sua deslocação a França, o Presidente russo tem agendados encontros bilaterais com o seu homólogo francês François Hollande, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro britânico David Cameron.
«A prioridade consiste em garantir uma solução política e diplomática e tirando partido da ocasião que constituiu a eleição do presidente ucraniano. Esperamos que a Rússia trabalhe com o novo governo ucraniano e terminem as ações de desestabilização», consideraram responsáveis europeus citados pela AFP.
O G7 integra os Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Alemanha, Canadá e Japão, enquanto a União Europeia (UE) será representada pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e pelo chefe da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
Em março, e na sequência da anexação da península da Crimeia por Moscovo após um referendo local, os líderes do G7 decidiram cancelar a cimeira do G8, que incluía a Rússia e deveria realizar-se em finais de junho na cidade russa de Sochi, onde decorreram os recentes Jogos olímpicos de inverno.
A cimeira do G7, que decorre pela primeira vez em Bruxelas, inicia-se às 18:00 locais (19:00 em Lisboa) e prolonga-se por quinta-feira, dia em que serão analisadas e economia e comércio internacionais.
Prevê-se ainda que os líderes debatam a situação de segurança e dependência energética de alguns países ocidentais face às importações de gás e outros combustíveis da Rússia, e ainda medidas a adotar no combate às alterações climáticas.
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