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Mundo 28 de maio de 2014

Pesquisa indica pela 1ª vez que caminhar reduz a invalidez física de idosos

Por: Diario Digital Castelo Branco/Diario Digital

Exercício regular, incluindo caminhar, reduz significativamente a hipótese de que uma pessoa idosa frágil fique fisicamente inválida, segundo um dos maiores e mais longos estudos deste tipo até ao momento. Exercício regular, incluindo caminhar, reduz significativamente a hipótese de que uma pessoa idosa frágil fique fisicamente inválida, segundo um dos maiores e mais longos estudos deste tipo até ao momento.

Os resultados, publicados na revista Jama, reforçam a necessidade de actividade física frequente para os nossos pais idosos, avós e, é claro, nós mesmos.

Apesar de todos saberem que o exercício é uma boa ideia, independentemente da idade, as evidências científicas sobre os seus benefícios para velhos e enfermos eram surpreendentemente limitadas.

«Pela primeira vez, mostramos directamente que o exercício pode efectivamente reduzir ou prevenir o desenvolvimento de invalidez física em uma população de idosos extremamente vulneráveis», disse Marco Pahor, director do Instituto de Envelhecimento da Universidade da Flórida, em Gainesville, e principal autor do estudo.

Inúmeros estudos epidemiológicos concentraram-se na forte correlação entre actividade física na idade avançada e uma vida mais longa e mais saudável. Mas esses estudos não provaram que o exercício melhora a saúde dos idosos, apenas que idosos saudáveis se exercitam.

Outras experiências em pequena escala, aleatórias, estabeleceram de modo persuasivo um elo casual entre exercício e velhice com saúde. Mas a amplitude desses testes costumava ser estreita, mostrando, por exemplo, que idosos podem melhorar a sua força muscular com musculação ou a sua capacidade de resistência com caminhadas.

Assim, para esse mais recente estudo chamado «Intervenções no Estilo de Vida e Independência para Idosos» (ou LIFE, na sigla em inglês), os cientistas de oito universidades e centros de pesquisa por todo o país começaram a recrutar voluntários em 2010, usando um conjunto invulgar de critérios de selecção. Ao contrário de muitos estudos envolvendo exercícios, que tendem a ser preenchidos por pessoas com saúde relativamente robusta que podem exercitar-se facilmente, os cientistas recrutaram voluntários sedentários e enfermos, e à beira da fragilidade.

No final, eles recrutaram 1.635 homens e mulheres sedentários com idades entre 70 e 89 anos que marcaram menos de nove numa escala de 12 pontos de capacidade física, geralmente usado para avaliar idosos. Quase metade marcou oito ou menos, mas todos eram capazes de caminhar por conta própria por 400 metros, o limite para os pesquisadores de ser fisicamente inválido.

Então os homens e mulheres foram distribuídos aleatoriamente para um grupo de exercício e um de educação.

O grupo de exercício recebeu informação sobre envelhecimento, mas também começou um programa de caminhada e musculação ligeira, frequentando o centro de pesquisa duas vezes por semana para caminhadas em grupo supervisionadas numa pista, com as caminhadas a tornarem-se progressivamente mais longas. Também lhes foi pedido que completassem três ou quatro sessões adicionais de exercício em casa, visando um total de 150 minutos de caminhada e cerca de três sessões de 10 minutos de exercícios com pesos por semana.

A cada seis meses, os pesquisadores verificavam a capacidade física de todos os voluntários, com atenção particular se ainda eram capazes de caminhar 400 metros por conta própria.

A experiência prosseguiu em média por 2,6 anos, que é muito mais longo do que a maioria dos estudos de exercícios.

No final desse período, os voluntários de exercícios apresentaram uma probabilidade 18% menor de ter experimentado algum episódio de incapacidade física durante o teste. Eles também apresentaram uma probabilidade 28% menor de se tornarem inválidos de forma persistente ou permanente, definido como sendo incapazes de caminhar aqueles 400 metros por conta própria.

A maioria dos voluntários «tolerou muito bem o programa de exercícios», disse Pahor, mas os resultados levantaram algumas dúvidas. Mais voluntários no grupo de exercício foram hospitalizados durante o estudo do que os participantes no grupo de educação, possivelmente porque os seus sinais vitais foram monitorizados com mais frequência, disseram os pesquisadores. O regime de exercício também pode ter exposto condições médicas ocultas, disse Pahor, apesar de não achar que o exercício em si levou às hospitalizações.

Uma preocupação mais subtil envolve a diferença surpreendentemente pequena, em termos absolutos, no número de pessoas que ficaram inválidas nos dois grupos. Cerca de 35% das pessoas no grupo de educação tiveram um período de incapacitação física durante o estudo. Mas 30% também tiveram no grupo de exercício.

Nos próximos meses, Pahor e os seus colegas pretendem explorar os resultados do seu banco de dados para um estudo adicional, incluindo uma análise de custo-benefício.

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