Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O município da Sertã vai investir 2,1 milhões de euros na criação de um Centro de Inovação e Competências da Floresta, o primeiro na área da madeira a nível nacional.
O município da Sertã vai investir 2,1 milhões de euros na criação de um Centro de Inovação e Competências da Floresta, o primeiro na área da madeira a nível nacional.
A autarquia já formalizou a parcerias estratégicas para a constituição do projeto.
Com uma área de cerca de 450 quilómetros quadrados e uma mancha florestal a cobrir 90% de um território composto essencialmente por pinheiros e eucaliptos, o Centro de Inovação e Competências da Floresta (SerQ) da Sertã vai trabalhar a certificação das madeiras e o desenvolvimento de produtos e soluções para o setor, como a otimização de produtos, a qualificação e controlo da sua qualidade e a criação e divulgação de produtos e soluções, com apoio técnico e formação à medida.
O presidente da Câmara da Sertã, Farinha Nunes, disse que este dia "é de grande significado para o concelho e para a região" e realçou a importância da instalação de um equipamento que vai promover o desenvolvimento económico e a criação de riqueza.
"Para que os produtos da floresta tenham um valor acrescentado é necessário alavancar a investigação científica e investir no conhecimento da área da floresta", defendeu o autarca, observando que o investimento vai também contribuir para a gestão sustentável das florestas e para a fixação de população altamente qualificada.
"Hoje em dia, o setor madeireiro só consegue obter as certificações dos seus produtos em França e na Alemanha. Com este equipamento, a região e o país só têm a ganhar, pela possibilidade de valorização e certificação dos seus produtos a partir da Sertã", enfatizou.
O edifício destinado ao SerQ está a ser construído na Zona Industrial da Sertã, tem previsão de entrada em funcionamento em fevereiro de 2015 e é composto por dois pisos, com uma área de implantação de 1.300 metros quadrados e de construção bruta de 2.400 metros quadrados, incluindo arranjos exteriores.
Com um investimento de 1,1 milhões no edifício, a que se soma mais um milhão de euros para equipamentos e recheio diverso, o SerQ vai ter laboratórios de investigação, uma incubadora de empresas e laboratórios de prototipagem, prevendo-se, numa fase de arranque, a criação de mais de uma dezena de postos de trabalho qualificados.
O protocolo hoje assinado com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e a Universidade de Coimbra vai permitir à autarquia da Sertã conferir ao SerQ as competências necessárias ao nível da área do saber, como as ciências da terra e da vida, engenharia civil, florestal e mecânica.
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