Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Os dois vereadores do Movimento Acreditar Covilhã (MAC) afirmaram hoje estar "indignados" por o presidente da autarquia não ter agendado para a próxima reunião de executivo os pontos solicitados, o que classificam como um "comportamento ditatorial".
Os dois vereadores do Movimento Acreditar Covilhã (MAC) afirmaram hoje estar "indignados" por o presidente da autarquia não ter agendado para a próxima reunião de executivo os pontos solicitados, o que classificam como um "comportamento ditatorial".
Em declarações à agência Lusa, Pedro Farromba explicou que o MAC apresentou um requerimento para a inclusão de pontos distintos para serem analisados na reunião marcada para sexta-feira, mas que os mesmos não constam na ordem de trabalhos enviada aos vereadores.
"Cumprimos todas as regras e prazos, mas, para surpresa, verificámos que os mesmos não foram agendados, o que será inédito no país e que demonstra bem que o presidente da Câmara está a exercer o poder com base num verdadeiro comportamento ditatorial", sublinhou.
Pedro Farromba considerou que a atitude é reveladora de "falta de transparência" e de "desrespeito pelas mais elementares regras democráticas".
"Querem que sejamos vereadores apenas de corpo presente e que não exerçamos as funções para as quais fomos eleitos, mas há direitos que têm de ser respeitados", fundamentou.
O vereador garantiu ainda que, "por ser ilegal", a situação já foi comunicada à Comissão de Coordenação da Região Centro, bem como à Secretaria de Estado da Administração Local.
Os assuntos que o MAC pretendia ver agendados prendiam-se com obtenção de informação sobre todos os novos contratos de trabalho celebrados pelo município e empresas municipais desde o dia 20 de outubro, de todos os contratos de “outsourcing” celebrados e de todas as despesas relativas a deslocações, alojamento e alimentação do presidente e vereadores.
O requerimento incluía ainda a proposta para a anulação da decisão de abandonar a marca "Covilhã Cidade Cinco Estrelas".
Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira (PS), recusou prestar declarações, justificando que "os assuntos da câmara devem primeiramente ser discutidos com o executivo".
Prometeu para depois da reunião de sexta-feira uma explicação sobre o assunto e respetivas acusações.
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