Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Sindicato da Indústria Mineira considera que a "elevada adesão" à greve que hoje se voltou a registar nas Minas da Panasqueira, Covilhã, "terá ser considerada" na próxima negociação para definir a atualização salarial.
O Sindicato da Indústria Mineira considera que a "elevada adesão" à greve que hoje se voltou a registar nas Minas da Panasqueira, Covilhã, "terá ser considerada" na próxima negociação para definir a atualização salarial.
Em declarações à agência Lusa, José Maria Isidoro, porta-voz do sindicato, explicou que no primeiro turno a greve teve uma adesão a rondar os 90%, que subiu para os 93% no segundo turno, "uma adesão elevada que tem de ser encarada como um sinal e que terá de ser considerada pela empresa", disse.
Nas Minas da Panasqueira, esta é a quarta greve realizada este ano, sendo que a última se registou na quarta-feira, pelo que, tendo em conta o feriado de 01 de maio, o trabalho na mina esteve condicionado durante 48 horas seguidas.
A reivindicação dos mineiros prende-se com o aumento de salários, o que até agora ainda não foi obtido, já que a proposta da empresa fica aquém daquilo que os trabalhadores consideram justo.
De acordo com informação prestada pelo sindicato, em abril, na última reunião realizada entre as partes, a empresa concessionária desta exploração de volfrâmio - Sojitz Beralt Tin & Wolfram Portugal - aceitou renunciar à proposta de alteração do horário de trabalho (previa a implantação de 10 horas em vez das atuais oito horas) e terá concordado com um aumento de 0,27% nos salários, um valor que o sindicato considerou "manifestamente insuficiente".
"Não corresponde às reais possibilidades da empresa nem tão pouco ao esforço dos trabalhadores", reiterou José Maria Isidoro.
No caderno reivindicativo, o sindicato pede um aumento de 55 euros aos ordenados-base, que corresponde a cerca de 07%, mas José Maria Isidoro garante que o valor "é indicativo" e que o sindicato está disponível a entrar em acordo, desde que este tenha como base "valores justos".
A próxima reunião entre a empresa e o sindicato está marcada para dia 14 de maio e realiza-se no Porto.
Na última reunião, as duas partes garantiram abertura para prosseguir as negociações, tendo a empresa ressalvado que as Minas da Panasqueira, que empregam atualmente cerca de 360 pessoas, dão prejuízo.
Alfredo Franco, responsável da empresa assumiu mesmo a possibilidade de encerramento, face à necessidade de ter de se investir mais dinheiro para pagar salários.
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