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Região 2 de maio de 2014

Idanha-a-Nova: Augusto Mateus afirma que mundo rural depende da capacidade em atrair pessoas

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O economista Augusto Mateus afirma que o futuro do mundo rural depende da sua capacidade de criar riqueza e de atrair pessoas e defendeu que "um dos erros do passado" foi a sua desvalorização.

O economista Augusto Mateus afirma que o futuro do mundo rural depende da sua capacidade de criar riqueza e de atrair pessoas e defendeu que "um dos erros do passado" foi a sua desvalorização.

"Seguramente que o futuro passa pelo mundo rural. O que nós não podemos acreditar é nos erros do passado e são muitos. Um desses erros foi a desvalorização do mundo rural", referiu Augusto Mateus, em Idanha-a-Velha, durante a conferência "O Potencial da Economia Criativa", organizada pela câmara local e pelo Jornal do Fundão.

Para o antigo ministro da Economia não se trata de uma questão de fé, mas antes do conhecimento da realidade europeia e mundial: "Nada faremos a favor do mundo rural, se formos apenas simpáticos".

"Temos que criar condições para perceber que quando o mundo desenvolvido cria cada vez mais riqueza pela cultura, pela criatividade e pelo conhecimento, isso não está apenas nas universidades. Está nas pessoas simples, nos territórios identitários e portanto há uma nova oportunidade para o mundo rural", sublinhou.

Por isso, o professor universitário defendeu que o mundo rural precisa de uma nova base de criação de valor - "onde não se cria valor não se atraem pessoas" - e de uma nova articulação "com o conhecimento, com a criatividade e com a atividade económica, que é absolutamente essencial para fixar populações".

Augusto Mateus disse ainda que "não é uma loucura haver indústria criativa em Idanha-a-Velha" e sublinhou que atualmente os setores cultural e criativo "valem mais do que o setor do vestuário".

O professor universitário referiu que a economia da cultura "é uma realidade pujante" e disse que o essencial para a economia criativa é produzir bens e serviços diferenciados.

"Temos que levar a sério esta economia criativa e o futuro do mundo rural", advertiu.

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