Católica diz que economia portuguesa já está em recessão técnica e continuará até 2012

A economia portuguesa deverá registar uma contração de 1,1 por cento este ano, tendo apresentado uma quebra de 0,2 por cento no primeiro trimestre do ano, indica a Universidade Católica, sublinhando que Portugal já está em recessão técnica.

  • Economia
  • Publicado: 2011-04-13 17:25
  • Autor: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A economia portuguesa deverá registar uma contração de 1,1 por cento este ano, tendo apresentado uma quebra de 0,2 por cento no primeiro trimestre do ano, indica a Universidade Católica, sublinhando que Portugal já está em recessão técnica.

De acordo com a folha trimestral de conjuntura do Núcleo de Estduos de Conjuntura da Universidade Católica (NECEP), a economia terá sofrido uma quebra de 0,2 por cento face ao último trimestre de 2010, o que representa no entanto um crescimento de 0,1 por cento quando comprado com o primeiro trimestre do ano passado.

O NECEP aponta que esta estimativa sugere “que Portugal está já em recessão técnica”, mas ressalva que este resultado, apesar de ser negativo, representa um desempenho da economia “algo melhor que o esperado”, pelo menos até março, tendo em conta as medidas incluídas no Orçamento do Estado para 2011 e o atual contexto financeiro.

A explicar este desempenho estão, segundo o NECEP, o bom desempenho das exportações e uma melhoria inesperada do investimento.

A entidade liderada pelo economista João Borges de Assunção, explica no entanto que em março verificou-se “um agravamento substancial de alguns indicadores”, naturalmente associados às mudanças na cena política, e na situação financeira e orçamental do país, e que este agravamento não estará completamente refletido nas estimativas apresentadas hoje, assumindo haverá “necessidade de medidas adicionais de redução do défice para 2011 e 2012, bem como maior rigor na execução” dos objetivos orçamentais.

Assim, o NECEP prevê uma recessão na ordem dos 1,1 por cento este ano (anterior projeção era de 0,8 por cento) e de um por cento em 2012, estimando ainda “num exercício ainda meramente indicativo” que o recurso a ajuda externa leve a uma contração de 1,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e de 2,2 por cento em 2012.

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