Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Existem “ainda problemas a resolver” no setor financeiro alemão, com instituições que, “em certos casos têm necessidades de recapitalização e de estabilização”, considerou Dominique Strauss-Kahn na entrevista, de que o Handelsblatt hoje divulgou excertos.
As declarações do responsável máximo do FMI fazem aumentar a pressão para que consolide os bancos regionais, os ‘landesbanken’, dois dos quais, o Helaba e o NordLB, ameaçam chumbar os testes de resistência ao setor bancário, segundo o Handelsblatt.
Em dois anos, quatro dos oito bancos regionais alemães absorveram mais de 20 mil milhões de euros em ajudas estatais pagas, sobretudo, pelos Estados regionais, que estão presentes na estrutura acionista destas instituições.
O diretor-geral do FMI referiu que os problemas da banca alemã existem também noutros países europeus, e sublinhou que a Europa vai pagar “um grande preço” se não levar a cabo, a tempo, os esforços de saneamento do setor bancário.
“Se as nossas previsões de crescimento para o setor bancário são tão más, é porque o setor bancário não está curado”, afirmou, citado pelo Handelsblatt, acrescentando que “é particularmente lamentável, porque poderíamos concretizar a reestruturação do setor com montantes financeiros que não são exageradamente grandes”.
Strauss-Kahn respondeu também às críticas dos que dizem que as novas regras do funcionamento dos bancos destrói o negócio das instituições e reduz para níveis perigosos os lucros dos grupos financeiros.
“Será que os banqueiros acreditam que não podem ter lucros sem provocar, de tempos a tempos, uma crise mundial com milhões de desempregados”, questionou.
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