Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Eugénia Lima está em câmara ardente na capela da Misericórdia de Rio Maior e o funeral realiza-se hoje. O corpo da "rainha do acordeão" vai ser trasladado para a Igreja Matriz da cidade, onde, às 11h00, será celebrada Missa de Sufrágio, seguindo-se, às 12h00, o seu funeral para o cemitério de Rio Maior. O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, já expressou pesar pelo falecimento de Eugénia Lima, enaltecendo “os acordes e a alegria transmitida pelas suas músicas”.
Eugénia Lima está em câmara ardente na capela da Misericórdia de Rio Maior e o funeral realiza-se hoje. O corpo da "rainha do acordeão" vai ser trasladado para a Igreja Matriz da cidade, onde, às 11h00, será celebrada Missa de Sufrágio, seguindo-se, às 12h00, o seu funeral para o cemitério de Rio Maior. O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, já expressou pesar pelo falecimento de Eugénia Lima, enaltecendo “os acordes e a alegria transmitida pelas suas músicas”.
Numa nota enviada à comunicação social, Jorge Barreto Xavier sublinhou que, “numa arte tradicionalmente desenvolvida por homens, Eugénia Lima quebrou barreiras e deu uma nova vida à música popular portuguesa, tornando-se numa das suas principais figuras”.
“A sua paixão pela arte do acordeão inspirou inúmeros novos artistas que, assim, mantêm viva uma expressão tradicional da Cultura Portuguesa”, lê-se na nota.
A acordeonista Eugénia Lima, de 88 anos, faleceu esta sexta-feira, na sua residência, em Rio Maior.
Em setembro de 1986, em reconhecimento do seu talento e do importante contributo para a cultura portuguesa e sua internacionalização, Eugénia Lima foi galardoada com a Medalha de Mérito Cultural pelo Ministro da Cultura e, em 1995, recebeu o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Filha de um afinador de acordeões, Eugénia Lima estreou-se aos quatro anos no Cinema-Teatro Vaz Preto, em Castelo Branco. Profissionalmente, a sua estreia data de 1935, no Teatro Variedades, em Lisboa, no elenco da revista “Peixe-Espada”.
A acordeonista tornou-se um caso de sucesso e, em 1943, começou a gravar a solo, tendo registado ao longo da carreira, mais de uma dezena de discos em que gravou temas populares, de diversos compositores, versões para acordeão e várias composições de sua autoria.
Em 1947 venceu o concurso de acordeonistas da Emissora Nacional e, em 1956, fundou a Orquestra Típica Albicastrense.
Com a orquestra e a solo, a acordeonista que se tornou popular com temas como “Picadinho da Beira”, “Minha vida” e “Fadinho de Silvares”, percorreu o país e os palcos internacionais.
Tendo-lhe sido recusada a entrada no Conservatório Nacional de Lisboa, aos 13 anos, aos 55 recebeu o diploma do Curso Superior de Acordeão, na categoria de Professora, pelo Conservatório de Acordeão de Paris.
Em dezembro de 2011, com 85 anos, a acordeonista, natural de Castelo Branco, foi homenageada em Castro Marim, no Algarve, numa sala esgotada, como dá conta a imprensa regional, na qual participaram 81 acordeonistas.
Na ocasião, Eugénia Lima revelou que sofria da doença de Parkison. Os acordeonistas interpretaram durante o espetáculo composições da sua autoria.
"As músicas que fiz, foram feitas por amor à arte e refletem o meu estado de espírito naquela altura. Mais de oitenta por cento das minhas músicas nasceram no palco, de improviso", disse na altura Eugénia Lima, que ainda tocou.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet