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Região 6 de abril de 2014

Castelo Branco: "As músicas que fiz, foram feitas por amor à arte e refletem o meu estado de espírito naquela altura. Mais de 80% das minhas músicas nasceram no palco, de improviso" - Eugénia Lima

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Eugénia Lima está em câmara ardente na capela da Misericórdia de Rio Maior e o funeral realiza-se hoje. O corpo da "rainha do acordeão" vai ser trasladado para a Igreja Matriz da cidade, onde, às 11h00, será celebrada Missa de Sufrágio, seguindo-se, às 12h00, o seu funeral para o cemitério de Rio Maior. O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, já expressou pesar pelo falecimento de Eugénia Lima, enaltecendo “os acordes e a alegria transmitida pelas suas músicas”.

Eugénia Lima está em câmara ardente na capela da Misericórdia de Rio Maior e o funeral realiza-se hoje. O corpo da "rainha do acordeão" vai ser trasladado para a Igreja Matriz da cidade, onde, às 11h00, será celebrada Missa de Sufrágio, seguindo-se, às 12h00, o seu funeral para o cemitério de Rio Maior. O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, já expressou pesar pelo falecimento de Eugénia Lima, enaltecendo “os acordes e a alegria transmitida pelas suas músicas”.

Numa nota enviada à comunicação social, Jorge Barreto Xavier sublinhou que, “numa arte tradicionalmente desenvolvida por homens, Eugénia Lima quebrou barreiras e deu uma nova vida à música popular portuguesa, tornando-se numa das suas principais figuras”.

“A sua paixão pela arte do acordeão inspirou inúmeros novos artistas que, assim, mantêm viva uma expressão tradicional da Cultura Portuguesa”, lê-se na nota.

A acordeonista Eugénia Lima, de 88 anos, faleceu esta sexta-feira, na sua residência, em Rio Maior.

Em setembro de 1986, em reconhecimento do seu talento e do importante contributo para a cultura portuguesa e sua internacionalização, Eugénia Lima foi galardoada com a Medalha de Mérito Cultural pelo Ministro da Cultura e, em 1995, recebeu o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Filha de um afinador de acordeões, Eugénia Lima estreou-se aos quatro anos no Cinema-Teatro Vaz Preto, em Castelo Branco. Profissionalmente, a sua estreia data de 1935, no Teatro Variedades, em Lisboa, no elenco da revista “Peixe-Espada”.

A acordeonista tornou-se um caso de sucesso e, em 1943, começou a gravar a solo, tendo registado ao longo da carreira, mais de uma dezena de discos em que gravou temas populares, de diversos compositores, versões para acordeão e várias composições de sua autoria.

Em 1947 venceu o concurso de acordeonistas da Emissora Nacional e, em 1956, fundou a Orquestra Típica Albicastrense.

Com a orquestra e a solo, a acordeonista que se tornou popular com temas como “Picadinho da Beira”, “Minha vida” e “Fadinho de Silvares”, percorreu o país e os palcos internacionais.

Tendo-lhe sido recusada a entrada no Conservatório Nacional de Lisboa, aos 13 anos, aos 55 recebeu o diploma do Curso Superior de Acordeão, na categoria de Professora, pelo Conservatório de Acordeão de Paris.

Em dezembro de 2011, com 85 anos, a acordeonista, natural de Castelo Branco, foi homenageada em Castro Marim, no Algarve, numa sala esgotada, como dá conta a imprensa regional, na qual participaram 81 acordeonistas.

Na ocasião, Eugénia Lima revelou que sofria da doença de Parkison. Os acordeonistas interpretaram durante o espetáculo composições da sua autoria.

"As músicas que fiz, foram feitas por amor à arte e refletem o meu estado de espírito naquela altura. Mais de oitenta por cento das minhas músicas nasceram no palco, de improviso", disse na altura Eugénia Lima, que ainda tocou.

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