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Região 5 de abril de 2014

Morreu a acordeonista Eugénia Lima aos 88 anos

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A acordeonista Eugénia Lima, de 88 anos, morreu ontem ao final da tarde, na sua residência, em Rio Maior, anunciou fonte próxima da família.

A acordeonista Eugénia Lima, de 88 anos, morreu ontem ao final da tarde, na sua residência, em Rio Maior, anunciou fonte próxima da família.

Eugénia Lima, filha de um afinador de acordeões, estreou-se aos quatro anos no Cinema-Teatro Vaz Preto, em Castelo Branco. Profissionalmente, a sua estreia data de 1935, no Teatro Variedades, em Lisboa, no elenco da revista “Peixe-Espada”.

A acordeonista tornou-se um caso de sucesso e, em 1943, começou a gravar a solo, tendo registado ao longo da carreira, mais de uma dezena de discos em que gravou temas populares, de diversos compositores, versões para acordeão e várias composições de sua autoria.

Em 1947 venceu o concurso de acordeonistas da Emissora Nacional e, em 1956, fundou a Orquestra Típica Albicastrense.

Com a orquestra e a solo, a acordeonista que se tornou popular com temas como “Picadinho da Beira”, “Minha vida” e “Fadinho de Silvares”, percorreu o país e os palcos internacionais.

Tendo-lhe sido recusada a entrada no Conservatório Nacional de Lisboa, aos 13 anos, aos 55 recebeu o diploma do Curso Superior de Acordeão, na categoria de Professora, pelo Conservatório de Acordeão de Paris.

Em setembro de 1986, foi condecorada pelo Ministério da Cultura com a medalha de Mérito Cultural. Ao longo da carreira somou vários prémios e condecorações, designadamente o Óscar da Imprensa, em 1962, o grau de Dama da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, em 1980, e o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 1995.

Em dezembro de 2011, com 85 anos, a acordeonista, natural de Castelo Branco, foi homenageada em Castro Marim, no Algarve, numa sala esgotada, como dá conta a imprensa regional, na qual participaram 81 acordeonistas.

Na ocasião, Eugénia Lima revelou que sofria da doença de Parkison. Os acordeonistas interpretaram durante o espetáculo composições da sua autoria.

"As músicas que fiz, foram feitas por amor à arte e refletem o meu estado de espírito naquela altura. Mais de oitenta por cento das minhas músicas nasceram no palco, de improviso", disse na altura Eugénia Lima, qua ainda tocou.

O nome da albicastrense figura no Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis.

O velório de Eugénia Lima realiza-se no sábado, na capela mortuária de Rio Maior, onde, no domingo, será rezada missa de corpo presente, seguindo-se o funeral, disse a mesma fonte.

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