Por: Diario Digital Castelo Branco
Integrado no evento "Uma Festa Duas Culturas: Páscoas Judaica e Cristã", a ADRACES realizou, no sábado passado, no âmbito da rede Tejo/Tajo Vivo a conferência subordinada ao tema: "Identidade Territorial, Desenvolvimento Local e Inovação", na Casa de Medelim.
Integrado no evento "Uma Festa Duas Culturas: Páscoas Judaica e Cristã", a ADRACES realizou, no sábado passado, no âmbito da rede Tejo/Tajo Vivo e em parceria com a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, a conferência subordinada ao tema: "Identidade Territorial, Desenvolvimento Local e Inovação", na Casa de Medelim.
A riqueza histórica do território, com a passagem e fixação secular de diversos povos, é um elemento distintivo para a assunção de uma identidade territorial única, capaz de se traduzir em desenvolvimento local e inovação numa região que busca diariamente soluções para evitar o despovoamento. A conferência pretendeu refletir sobre a temática e dar pistas para a prossecução de um desenvolvimento alicerçado nas fortes tradições históricas identitárias que nos distinguem dos restantes territórios para o alcance de um desenvolvimento sustentado e integrado.
Na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova sublinhou a forte presença islâmica nestes territórios de fronteira. Armindo Jacinto lembrou que "também os templários tiveram grande influência nestas áreas", presentes ainda hoje nos usos e costumes, gastronomia, património cultural, edificado e imaterial deixados como herança.
Já Albano Pires Marques, presidente da Junta de Freguesia de Medelim, focou as necessidades atuais para o desenvolvimento das comunidades rurais, destacando a importância das parcerias na realização de iniciativas congéneres para "acrescentar conhecimento e valor, e encontrar soluções para que estes territórios se possam salvar e desenvolver".
Sob o mote da aproximação das celebrações pascais, também este encontro refletiu um rito de mudança e de preparação para o futuro e para a afirmação dos territórios banhados pelo Tejo, de Portugal e de Espanha. Segundo Pedro Saraiva, da TAGUS, "o projeto Tejo/Tajo Vivo pretende unir as diversas regiões ibéricas ribeirinhas do Tejo para ultrapassar problemas comuns nos territórios destes dois países”.
José António de Oliveira, professor na Universidade Lusófona, evocou a Identidade territorial como "traço que nos distingue dos demais e onde se estabelecem características próprias de cada um dos territórios", não descurando as soluções para os problemas que afetam as áreas rurais.
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