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Região 1 de abril de 2014

Covilhã: Procura de comida pode justificar aproximação de gaivotas

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A procura de comida ou mesmo o vento e a chuva dos últimos dias podem justificar a aproximação de um bando de gaivotas à cidade da Covilhã, explicou hoje à Lusa Samuel Infante, dirigente da Quercus em Castelo Branco.

A procura de comida ou mesmo o vento e a chuva dos últimos dias podem justificar a aproximação de um bando de gaivotas à cidade da Covilhã, explicou hoje à Lusa Samuel Infante, dirigente da Quercus em Castelo Branco.

Durante a noite de domingo e ao longo do dia de hoje, foi visto, naquela cidade, um elevado número de gaivotas, o que causou grande perplexidade nos habitantes que testemunham a presença dos animais, quer no céu, quer em telhados de residências.

Uma situação que a maioria considera atípica, mas que de acordo com Samuel Infante "só é mais surpreendente pela aproximação à cidade, porque de resto a presença de gaivotas na região não é novidade".

"O que é menos normal é a presença delas na cidade, mas isso pode ter a ver com a procura de alimentos ou até com os ventos e as condições climatéricas que as podem ter conduzido naquela direção", afirmou.

Em declarações à Lusa, Samuel Infante explicou que também em zonas do interior, "principalmente no inverno", se encontram bandos de gaivotas de várias espécies, nomeadamente nas áreas adjacentes a aterros sanitários e a barragens.

"A maioria das pessoas não dá por elas porque nessa zona é comum haver animais e não se está tão atento à respetiva espécie, mas este não é de todo um fenómeno muito anormal", referiu.

Samuel Infante apontou que "ainda há duas semanas a Quercus identificou na Barragem de Santa Águeda um bando de gaivotas que teria mais de 200 indivíduos" e que na zona do Souto Alto (local onde está uma central de compostagem e que fica a poucos quilómetros da Covilhã) "também é frequente encontrá-las".

"O que está a acontecer, neste momento, é que há uma redução cada vez maior de matéria orgânica que vai para aterro, porque os restos de comida e muitos materiais orgânicos são cada vez mais separados, e isso diminui o alimento disponível e pode ajudar a explicar que elas surjam noutro lado por andarem à procura de alimento", disse.

O dirigente da Quercus ressalvou ainda que não está preocupado, já que estes animais não são perigosos, além de que com o "fim do inverno é muito provável que regressem às zonas do litoral".

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