Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Associação Alemã das Indústrias de Água e Energia (BDEW) defendeu hoje, depois de uma reunião do seu órgão diretor, que a desativação das centrais nucleares da tecnologia deveria ocorrer no máximo até 2023.
Até hoje, esta organização era uma fervorosa apoiante da energia nuclear, mas os acontecimentos no Japão provocaram a inversão dramática de posição.
O grupo de empresas apelou ao governo para fazer tudo o que puder para acelerar a transição para um ‘mix’ energético estável e ecologicamente responsável, sem energia nuclear.
“A catástrofe dos reatores de Fukushima marca uma nova era e a BDEW passa a defender uma rápida e completa saída da energia nuclear”, afirma a entidade, em comunicado.
A associação representa cerca de 1800 empresas, entre as quais os operadores dos 17 reatores nucleares alemães.
Mas os dois maiores operadores, a E.ON e a RWE, disseram, depois do voto, que se opunham à decisão.
O porta-voz da E.ON, Carsten Thomsen-Bendixen, disse que o operador se opunha à decisão, enquanto o da RWE, que não se identificou por política da empresa, afirmou: “Estamos explicitamente contra o estabelecimento de uma data específica para acabar com o uso pacífico da energia nuclear na Alemanha”.
Porém, o diretor da BDEW, Hildegard Mueller, disse que a resolução – adotada por maioria esmagadora – foi o resultado de um debate intenso, acrescentando que a oposição de alguns membros “não compromete a posição da indústria”.
A Alemanha obtém quase um quarto da sua eletricidade de fonte nuclear.
Quatro dias depois do sismo e subsequente maremoto que atingiram em 11 de março a central nuclear japonesa em Fukushima, a chanceler alemã, Angela Merkel, ordenou que sete reatores construídos antes de 1980 fossem desligados e sujeitos a inspeções de segurança.
Desde então, Merkel tem prometido acelerar a saída da energia nuclear, substituindo-a por outras fontes
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