Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Câmara de Castelo Branco disse hoje, na sessão solene comemorativa do Dia da Cidade, que as autarquias vivem tempos pouco animadores e são confrontadas com aumento de competências e diminuição de verbas.
O presidente da Câmara de Castelo Branco disse hoje, na sessão solene comemorativa do Dia da Cidade, que as autarquias vivem tempos pouco animadores e são confrontadas com aumento de competências e diminuição de verbas.
"Com os albicastrenses, faremos o nosso caminho com os pés na terra e com os olhos no futuro, e, enquanto presidente da Câmara, vou continuar a reivindicar medidas de discriminação positiva para o interior", referiu Luís Correia.
O autarca discursava durante a sessão solene comemorativa dos 243 anos da elevação de Castelo Branco a cidade, no salão nobre dos Paços do Concelho.
Luís Correia recordou que o país vive uma crise generalizada e que "as autarquias vivem tempos poucos animadores" sobretudo "porque são confrontadas com o aumento de competências e a diminuição de verbas transferidas pela Administração Central".
A acrescentar a esta situação, Luís Correia disse que o próximo Quadro de Fundos Comunitários "parece ameaçar também as câmaras municipais, apesar de continuar em fase de avaliação e discussão".
Os fundos comunitários que foram determinantes para o poder local e para a concretização de políticas de proximidade "estão atrasados e quando chegarem não serão, com toda a certeza, canalizados na mesma proporção para as autarquias", sintetizou.
Daquilo que vai sendo conhecido, o presidente da Câmara de Castelo Branco disse que o Quadro de Fundos Comunitários "diminuirá as verbas destinadas a projetos autárquicos".
Neste sentido, sublinhou que no futuro próximo e no imediato, "ter-se-á de continuar a fazer o mesmo pela comunidade, mas cada vez com menos dinheiro".
"Não somos de mediatismos, nem de imediatismos. A nossa será uma revolução tranquila", disse o presidente do município, que sublinhou ainda que a aposta do executivo está centrada na economia, no reforço das empresas, na captação de investimentos e na criação de mais emprego.
"Vamos continuar a apostar na inovação e na excelência, nomeadamente ao nível do agroindustrial e no apoio a serviços e entidades fulcrais, seja a Unidade Local de Saúde, o Instituto Politécnico ou instituições de apoio e integração social", sintetizou o autarca.
Luís Correia disse que a noção da realidade e o sentimento de responsabilidade o impedem “de fazer qualquer tipo de discurso demagógico ou de assumir qualquer tipo de promessa fácil".
Enquanto presidente da Câmara de Castelo Branco e capital de distrito, Luís Correia mostrou-se disponível para potenciar sinergias e criar economia de escala, desde que essas medidas "não determinem a subordinação ou o retrocesso de serviços essenciais ao desenvolvimento do concelho", concluiu.
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