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Região 14 de março de 2014

Castelo Branco: Nova técnica nas redes de comunicação ótica desenvolvida na EST

Por: Diario Digital Castelo Branco

Um investigador da Escola Superior de Tecnologia (EST) de Castelo Branco desenvolveu uma técnica que aumenta a capacidade das redes de comunicação, usando apenas a fibra ótica e sem recurso aos sistemas elétricos que reduzem a velocidade de transmissão.

Um investigador da Escola Superior de Tecnologia (EST) de Castelo Branco desenvolveu uma técnica que aumenta a capacidade das redes de comunicação, usando apenas a fibra ótica e sem recurso aos sistemas elétricos que reduzem a velocidade de transmissão.

"Até agora, as fibras óticas eram vistas apenas para transporte da informação de um ponto para o outro. No meu caso, olhamos para os sistemas óticos não só como transportadores de informação mas também como sistemas que possam começar a processar a informação", disse hoje à agência Lusa Rogério Dionísio.

O modelo foi desenvolvido pelo investigador no âmbito da sua tese de doutoramento em Engenharia Eletrotécnica, no Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática da Universidade de Aveiro.

Rogério Dionísio explica que a técnica proposta na investigação permite um aumento do transporte de informação sobre a fibra ótica e ao mesmo tempo que faz o seu processamento.

"Aumenta no mesmo intervalo de tempo e sobre o mesmo suporte físico, a fibra ótica, mais informação por unidade de tempo. Aqui é que entram as grandes diferenças entre o que há atualmente e o que poderá ser feito num futuro próximo", refere.

O investigador refere que há cada vez mais gente a comunicar e cada vez mais sinais a serem transmitidos e concentrados nas redes, o que obriga a procurar soluções que aumentem a capacidade das redes óticas sem que, para isso, seja necessário o recurso aos sistemas elétricos.

No trabalho que desenvolveu, o sinal de domínio ótico não é convertido no domínio elétrico.

"Neste momento, aquilo que acontece é que o sinal ótico é convertido para o domínio elétrico, onde se faz o processamento e encaminhamento da informação e só depois é que é novamente convertido para o domínio ótico e depois transmitido", explica o investigador.

Rogério Dionísio refere que para o sistema desenvolvido passar para uma fase industrializada "o primeiro passo será miniaturizar o dispositivo, todos os componentes, e transformá-lo num dispositivo com um tamanho comparável àquilo que neste momento existe no mundo da eletrónica".

"Esse é o maior problema dos sistemas óticos, miniaturizá-los de modo a que sejam, em termos de consumo, eficientes, ocupem pouco espaço e possam ser transportados e colocados em qualquer lugar", sublinha.

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