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Educação 8 de março de 2014

Castelo Branco: “É preciso adotar políticas nacionais de formação de professores em competências digitais” – J. A. Cordon

Por: Diario Digital Castelo Branco

Perante as mudanças que se verificam numa sociedade cada vez mais digital, o Presidente da Associação Espanhola de Bibliologia e membro do Conselho Executivo do Instituto de História do Livro e da Leitura, de Espanha, José António Cordon, disse, na Escola Superior de Educação, que os países têm rapidamente de adotar políticas nacionais de formação de professores em competências digitais de modo a que o sistema educativo acompanhe o ritmo das alterações tecnológicas.

Perante as mudanças que se verificam numa sociedade cada vez mais digital, o Presidente da Associação Espanhola de Bibliologia e membro do Conselho Executivo do Instituto de História do Livro e da Leitura, de Espanha, José António Cordon, disse, na Escola Superior de Educação, que os países têm rapidamente de adotar políticas nacionais de formação de professores em competências digitais de modo a que o sistema educativo acompanhe o ritmo das alterações tecnológicas.

 

 “Leituras em Intercâmbio: Desafios para as práticas educativas num mundo digital” foi o tema da segunda conferência integrada no ciclo de colóquios sob o tema “Políticas e Práticas Educativas no séc. XXI”, organizado pela ESE, que decorreu no dia 26 de fevereiro, em Castelo Branco. Esta conferência teve como orador convidado José António Cordon, Professor Titular da Universidade de Salamanca, Presidente da Associação Espanhola de Bibliologia e membro do Conselho Executivo do Instituto de História do Livro e da Leitura, de Espanha.

O reputado académico começou a sua intervenção por referir que estamos numa era de mudança, no caminho entre “tempo do homem tipograficus e o tempo do homem digitalus, em todos os sentidos e não só ao nível da leitura. Vivemos numa sociedade cada vez mais porosa, mais transparente, mais permeável a todos os fenómenos que provêm do meio digital”, disse.

José António Cordon referiu também que, no âmbito da leitura, “há hoje um forte crescimento da leitura digital, onde a oferta é cada vez mais completa e diversificada, em detrimento da leitura impressa” e que, “no âmbito da Educação, estão em mudança todas as configurações, as estruturas, os sistemas, os meios de produção e de receção. A convergência digital dos meios e dos dispositivos, as mudanças das práticas de leitura dos recetores têm provocado numerosas propostas de inovações e iniciativas que postulam todas o mesmo: a migração do analógico ao digital”.

Sobre as transformações que se verificam nesta era digital, o Professor Titular da Universidade de Salamanca referiu que é cada vez mais comum “o aparecimento de leitores permanentemente conectados, de práticas de leitura na “nuvem”, de leituras em “streaming” e o desenvolvimento de “network” e “e-learning systems”, que são plataformas de consulta eletrónica de conteúdos digitais educativos que partem de pressupostos de multilateralidade e da multifuncionalidade, para que todos aqueles que em condições de os consultar possam não só aceder a eles como interatuar e intervir sobre eles”.

Assim, e perante o facto de a realidade estar confrontada com gerações de nativos digitais que têm mais competências que os seus professores, “um problema bastante grave, que tem um caráter geracional”, José António Cordon defende que há “que apostar no desenvolvimento tanto de conteúdos como em infraestruturas digitais e na formação de professores sobretudo daqueles que hoje têm mais de 40/45 anos, já que os mais novos têm uma predisposição maior ao consumo de conteúdos digitais e uma maior formação no uso dos mesmos”.

Nesse sentido, o reputado académico, seguindo a proposta da União Europeia, defende que “os países têm de adotar políticas nacionais de formação em competências digitais para o professorado com o objetivo de eles não só conhecerem as ferramentas como de criarem conteúdos digitais que exigem competências formativas específicas. O problema com que nos estamos a confrontar é que a sociedade vai a um ritmo que o sistema educativo não acompanha por falta de formação dos professores”, disse. 

José António Cordon considera, no entanto, que o “professor é ainda uma peça fundamental para otimizar as ferramentas que têm ao seu dispor”.

Até ao final do corrente ano escolar, o ciclo de colóquios “Políticas e Práticas Educativas no séc. XXI”, organizado pela ESE, continuará com conferências todos os meses, sempre abertas, não só a alunos e professores mas também ao público em geral. A próxima conferência está agendada para 26 de março e terá como orador convidado o professor José Cardoso Bernardes, a Universidade de Coimbra e membro do Conselho Nacional de Educação que abordará o tema “As humanidades e os ideais educativos do nosso tempo”

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