Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Numa breve intervenção no banquete que oferece esta noite no Palácio de Queluz ao príncipe de Gales e à duquesa da Cornualha, que iniciaram hoje uma visita oficial de dois dias a Portugal, o chefe de Estado renovou os apelos à importância de “respostas coletivas”, num “tempo marcado pela incerteza”.
“Aos desafios colocados pela crise do sistema financeiro internacional e pela alteração da estrutura económica mundial, somam-se os riscos que advêm da multiplicação dos focos de tensão e de conflito e a necessidade de dar respostas às expetativas legítimas dos povos que abraçam a causa da liberdade, designadamente da nossa vizinhança”, referiu Cavaco Silva.
Além disso, acrescentou, “um mundo de ameaças de natureza cada vez mais global” exige “respostas coletivas”, sendo necessária uma União Europeia “coesa, solidária, forte e credível”.
“Uma União Europeia que saiba ser uma resposta e uma fonte de esperança para os seus cidadãos. Uma União Europeia aberta ao mundo, como sempre sublinharam Portugal e o Reino Unido”, disse o chefe de Estado português, fazendo votos para que os dois países continuem a ser parceiros próximos no quadro europeu e internacional.
Cavaco Silva, que já esta tarde tinha recebido o príncipe Carlos e a duquesa da Cornualha no Palácio de Belém, destacou ainda o “relacionamento multisecular” de Portugal e do Reino Unido, que soube resistir “à prova do tempo e às vicissitudes das circunstâncias históricas”.
Destacando alguns dos fatores que aproximam Portugal e o Reino Unido, nomeadamente as parcerias económicas e comerciais, o Presidente da República exortou os dois países a irem mais longe nos vários domínios de relacionamento.
“É bem conhecido o interesse de Vossa Alteza pelas questões ligadas às alterações climáticas, à proteção ambiental e à promoção das energias limpas. São domínios em que os nossos países possuem interesses convergentes e que oferecem um elevado potencial para o reforço da nossa cooperação bilateral”, sustentou Cavaco Silva.
O Presidente da República, que tem apresentado o mar como um dos pontos fortes da sua agenda, defendeu ainda a promoção da cooperação entre Portugal e o Reino Unido nas múltiplas áreas relacionadas com a economia do mar, considerando que há que tirar partido da “cumplicidade que o mar teceu” entre os dois países.
O chefe de Estado manifestou ainda o desejo de que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2012, que irão realizar-se em Londres, constituam “uma oportunidade para reforçar a presença económica e empresarial portuguesa no Reino Unido”.
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