Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Na contagem geral, o Partido Socialista (PS) confirma o bom momento da primeira volta, com 49,9 por cento dos votos em conjunto com os seus aliados e com 35,7 por cento de votos nas suas listas.
A União para um Movimento Popular (UMP), dirigida pelo atual chefe de estado francês, Nicolas Sarkozy, não foi além de 20,3 por cento dos sufrágios, resultado “dececionante” para vários dirigentes do partido.
A Frente Nacional (FN), que não ultrapassou a barreira dos duelos na segunda volta, obteve a nível nacional 11,7 por cento dos votos e, em numerosos cantões, a sua votação atingiu os 45 por cento.
Marine le Pen, presidente da FN, regozijou-se com os resultados, falando de um “voto de adesão” às teses do partido de extrema-direita.
O aumento significativo no número de votos da FN entre a primeira e a segunda volta das cantonais acontece numa altura em que mais de metade dos franceses considera o movimento fundado por Jean-Marie Le Pen “um partido como os outros”.
Segundo uma sondagem hoje divulgada na imprensa francesa, 52 por cento dos franceses considera a FN “um partido como os outros” e essa percentagem é ainda maior entre os eleitores de direita (74 por cento) e entre as classes mais desfavorecidas (63 por cento).
A sondagem mostra que cada vez menos o eleitorado francês diaboliza a FN, com um ganho de perceção positiva considerado “espetacular” pelos analistas da sondagem hoje publicada.
Este desenvolvimento é atribuído à mudança de liderança, no congresso da FN em janeiro, com a passagem de testemunho de Jean-Marie Le Pen para a sua filha, Marine Le Pen, que aposta numa imagem mais moderna e numa mudança do discurso do partido.
As cantonais foram o primeiro teste eleitoral para a liderança oficial de Marine le Pen, com a FN a ganhar apenas dois departamentos mas a registar uma subida sensível de número de votos na segunda volta disputada no domingo.
Pelo contrário, a UMP procurou hoje minimizar aquilo a que mesmo comentadores conotados com a direita francesa designaram como “uma derrota incontestável” para o partido no poder.
Vitoriosa foi a abstenção, com cerca de 55 por cento, ao mesmo nível que na primeira volta das cantonais.
Estas eleições foram o último teste eleitoral antes das presidenciais francesas de 2012.
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