Por: Cristina Valente
Foi há 17 anos inaugurado o Centro Cultural Raiano (CCR), aquele que para o autarca de Idanha, Armindo Jacinto, foi o último dos Castelos construído no concelho.
Foi há 17 anos inaugurado o Centro Cultural Raiano (CCR), aquele que para o autarca de Idanha, Armindo Jacinto, foi o último dos Castelos construído no concelho.
“Este é um castelo em tudo diferente, sem ameias, porque não queremos evitar nenhuma invasão, e ao contrário de todos os outros foi construído em colaboração com os espanhóis” recorda o autarca que o CCR foi construído através de um projeto INTERREG, e tem sido um espaço de cooperação, “abolindo a fronteira através da cultura”.
Para assinalar os 17 anos do CCR foram inauguradas duas exposições, a exposição “Pino (II)” de José Loureiro, e a exposição, que ficará como exposição permanente no CCR “Viriato Rey” de José Manuel Castanheira.
José Manuel Castanheira explicou que a mostra é resultante de uma série de trabalhos desenvolvidos em 2006 para a criação de um espetáculo de teatro, a partir de uma obra que se chama precisamente, “Viriato Rey”.
Também no sábado foi lançado o livro “Castanheira Cenografia” que assinala os 40 anos de trabalho de José Manuel Castanheira.
Um livro que o Vice-diretor da ESART, escola com a qual José Manuel Castanheira tem desde sempre colaborado, considera, “um marco na área da cenografia” e que o autor espera poder vir a ser útil aos mais jovens, “sobretudo àqueles que aspiram a ser cenógrafos, que este livro possa ser um contributo para o exercício de pensar a cenografia, ou leva-los a pensar sobre aquilo que pode ser fundamental na formação de um cenógrafo” afirmou José Manuel Castanheira.
Academia Internacional de Cenografia nasce em Idanha-a-Velha
Na celebração do Centro Cultural Raiano, Armindo Jacinto apresentou a Academia Internacional de Cenografia(AIC) que vai ficar instalada em Idanha-a-Velha na Incubadora de empresas criativas.
A AIC nasceu depois de em outubro do ano passado se ter realizado, precisamente em Idanha-a-Velha no âmbito dos encontros internacionais de cenografia, uma semana de trabalho.
“Vem de longe este meu desejo de recriar a escola das artes, na escola de hoje falta-nos muita coisa que entretanto se perdeu … e precisamos de recuperar o tempo, o tempo que já não temos na cidade. Em Idanha é ainda possível recuperar o tempo para que a criação possa ser mais genuína e mais livre” afirma José Manuel Castanheira, promotor da Academia.
A AIC será um lugar polifacetado com ações variadas e multidisciplinares dento de um conceito abrangente de cenografia contemporânea.
“A Academia será feita a partir da experiência dos cenógrafos” afirma o promotor.
Para Armindo Jacinto, autarca Idanhense, a Academia Internacional de Cenografia é mais um projeto que vai “redescobrir e valorizar o mundo rural”.
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