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Região 27 de janeiro de 2014

Castelo Branco: "Sustentabilidade financeira é o maior desafio do Politécnico" - Carlos Maia

Por: Diario Digital Castelo Branco

O presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco , Carlos Maia, afirma que a sustentabilidade financeira da instituição é um dos maiores desafios para o mandato 2014-2018.

O presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco , Carlos Maia, afirma que a sustentabilidade financeira da instituição é um dos maiores desafios para o mandato 2014-2018.

"Ao compararmos as dotações do Orçamento do Estado (OE), atribuídas ao IPCB em 2010 (18,6 milhões de euros), com a previsão para 2014 (13,8 ME), concluímos que a sustentabilidade financeira da instituição constituirá um dos maiores desafios para o mandato 2014-2018", declarou Carlos Maia.

O único candidato às eleições para a presidência da instituição, que decorrem na quinta-feira, disse que as restrições ao financiamento público, "com uma contínua e acentuada redução das transferências do OE, geram dificuldades estruturais no funcionamento do IPCB".

A situação é ainda agravada com "um aumento da contribuição para a Caixa Geral de Aposentações (CGA), de 20% para 23,75%, que se traduzirá numa diminuição significativa das receitas disponíveis", sustentou.

O financiamento público do IPCB "corresponde a 72% das receitas da instituição, enquanto que as propinas e taxas pagas pelos alunos correspondem a aproximadamente 19%, com apenas 9% das receitas a serem provenientes de outras fontes", referiu.

Carlos Maia disse também que no âmbito da sustentabilidade financeira "a preocupação central passa pela exigência junto da tutela da definição de um modelo de financiamento que inclua, para além do número de alunos, indicadores de eficiência pedagógica e científica, de empregabilidade dos diplomados e de análise do impacto na economia local e regional".

Ao nível interno do IPCB, o candidato defende o desenvolvimento de esforços para promover e captar programas de financiamento e fomentar a diversificação das respetivas fontes.

"O aumento de receitas próprias constituirá um objetivo de toda a instituição, de modo a complementar os fundos provenientes do OE", sublinhou.

Carlos Maia referiu igualmente que a concretização de medidas como a aposta no relacionamento com as empresas e a comunidade, e a contratualização de serviços "vão contribuir para diversificar as fontes de financiamento e permitir ao IPCB um retorno financeiro das capacidades instaladas".

"É necessário, por isso, incentivar estes procedimentos de modo a que passem a ser aceites pela comunidade académica, como uma vocação da instituição", sublinha.

Nesse sentido, Carlos Maia defende a criação de condições e definição de critérios para que os docentes que desenvolvem atividades geradoras de receitas próprias "utilizem uma parte substancial dessas receitas nas suas atividades de formação e de investigação".

O candidato sustentou ainda que, apesar de já não ser possível apoiar financeiramente os docentes que frequentam programas de doutoramento, "deve ser feito um esforço no sentido de lhes proporcionar condições para que concluam os doutoramentos".

"Será ainda dada especial atenção à formação pedagógica e à atualização científica dos docentes", concluiu Carlos Maia.

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