Por: Diario Digital Castelo Branco
A Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESART) e o Município do Fundão vão promover, no dia 28 de janeiro, terça-feira, às 15h00, no auditório d’ A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes, no Fundão, o Concerto de Altifalantes, destinado a alunos do 10º, 11º e 12º ano.
A Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESART) e o Município do Fundão vão promover, no dia 28 de janeiro, terça-feira, às 15h00, no auditório d’ A Moagem – Cidade do Engenho e das Artes, no Fundão, o Concerto de Altifalantes, destinado a alunos do 10º, 11º e 12º ano.
Este espetáculo, destinado às escolas, é um “concerto com peças eletrónicas de alunos do curso de Música Eletrónica e Produção Musical da ESART, difundidas e especializadas em tempo real no sistema de som multicanal do auditório da Moagem”.
A música eletroacústica, originada por técnicas provindas da música concreta e eletrónica, propõe novas estratégias composicionais, estruturais e estéticas que diferem das encontradas na composição da música instrumental. O ouvinte que comparece a um concerto de música eletroacústicas necessita de um novo critério de perceção diferente daquele acostumado com escalas, relações harmónicas, altura e padrões rítmicos constantes.
O compositor francês François Bayle criou, em 1974, o termo “música acusmática” para designar o tipo de música eletroacústica que só pode ser concebida em estúdio para posterior reprodução através de alto-falantes. No processo criativo, os compositores acusmáticos utilizam fontes sonoras de duas maneiras. A primeira é separar o ouvinte do contexto físico e visual no qual os sons são utilizados para permitir uma forma de escuta mais concentrada e abstrata, sem associações com o mundo real e o significado dos sons. A segunda abordagem evoca associações com o mundo real através da utilização de sons identificáveis, tais como sons da natureza, vozes, ambientes para criar uma imagem mental do som.
O compositor apresenta a obra através de alto-falantes que projetam sons desprovidos de identidade casual, em ambientes escuros para diminuir a perceção visual e valorizar apenas a escuta dos sons eletroacústicos. Desta forma os sons criados e projetados no concerto adquirem o papel de estimulantes da imaginação e provocam o fluxo de imagens na psique do ouvinte.
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