Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Os problemas de poluição na ribeira da Líria, em Alcains, continuam a preocupar os moradores nas proximidades daquela zona de lazer, que se queixam de cheiros nauseabundos, falta de limpeza e proliferação de ratazanas e mosquitos.
Os problemas de poluição na ribeira da Líria, em Alcains, continuam a preocupar os moradores nas proximidades daquela zona de lazer, que se queixam de cheiros nauseabundos, falta de limpeza e proliferação de ratazanas e mosquitos.
"As entidades que dizem que está tudo bem são as mesmas que prometeram que no primeiro trimestre de 2013 iam fazer um coletor ao longo da ribeira[Líria] para drenar os efluentes para a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcains", referiu hoje à agência Lusa Manuel Riscado Peralta, um dos moradores naquela zona.
"Até ao momento não foi colocado qualquer coletor", explicou Riscado Peralta.
Este morador lamentou o abandono a que tem sido votado o problema por parte das diversas entidades, nomeadamente Administração Regional da Hidráulica do Tejo (ARHT), Águas do Centro, Câmara Municipal e Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Castelo Branco.
"A poluição existe junto à zona de lazer de Alcains, feita pela Câmara Municipal e que custou 300 mil euros, onde correm efluentes domésticos, da responsabilidade dos SMAS, que se misturam com efluentes industriais" de um matadouro industrial, referiu Riscado Peralta.
Outro morador junto à zona de lazer, Francisco Rafael, referiu que a ribeira "não tem sido limpa" e que "apenas tem fluxo de águas quando chove".
"O problema agrava-se no verão. Nas alturas de maior calor existem cheiros nauseabundos e proliferação de mosquitos", explicou este morador.
Segundo Francisco Rafael, "a situação tem sido ao longo do tempo andar de remedeio em remedeio", num "problema gravíssimo de longa data que afeta todos os alcainenses".
À Lusa, o delegado de saúde explicou que, no âmbito de uma intervenção de saúde pública, "esta é feita com base em dados concretos e análises científicas".
Joaquim Serrasqueiro disse ainda que, "a nível formal ou pedidos de intervenção concretos, nunca chegou nada à delegação de saúde" e acrescentou que não pode "apresentar um pedido de intervenção com base em relatos".
Maria José Batista, administradora delegada dos SMAS de Castelo Branco, referiu que os serviços "fizeram há pouco tempo a manutenção do coletor, no final de dezembro".
"Fazemos a manutenção regular da rede de coletores de efluentes domésticos do concelho de Castelo Branco. Esse é um dever da responsabilidade dos SMAS", garantiu.
A Lusa tentou ainda obter uma reação da ARHT, mas a responsável do organismo, Manuela Matos, remeteu qualquer declaração para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), cuja reação não foi possível em tempo útil.
A vila de Alcains é atravessada pela ribeira da Líria, que numa parte da sua extensão corre em subterrâneo, mas junto à zona de lazer, onde existe um bairro de moradias, corre a céu aberto.
No final de 2011, o diretor do Departamento de Recursos Hídricos do Interior da ARHT deslocou-se ao local com uma equipa de técnicos.
Carlos Cupeto ouviu os protestos dos moradores e disse que o objetivo passava pelo estabelecimento, no mais curto espaço de tempo, de um plano de atuação para resolver a situação.
"Vamos aplicar a lei e esperamos que no próximo verão haja já aqui algo de diferente, assumindo um compromisso entre todos os intervenientes para que cada um faça o que lhe compete", assegurou, à data, o responsável da ARHT.
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