Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Cáritas Diocesana da Guarda já apoiou mais de 200 famílias no pagamento de rendas de casa, água e eletricidade e atualmente está a ajudar nove agregados familiares, disse hoje à agência Lusa o presidente da instituição.
A Cáritas Diocesana da Guarda já apoiou mais de 200 famílias no pagamento de rendas de casa, água e eletricidade e atualmente está a ajudar nove agregados familiares, disse hoje à agência Lusa o presidente da instituição.
"Na Guarda, vamos já com 110 casos e a Covilhã vai com cerca de 99 ou 100. Ao todo, entre a Guarda e a Covilhã, já assistimos 200 e tal famílias" com dificuldades económicas, disse Pedro Fernandes, presidente da Cáritas da Guarda.
O responsável explicou que o apoio, que tem sido prestado nos últimos três anos, é assegurado através de verbas disponibilizadas pelo Fundo Social Solidário criado em julho de 2010 pela Igreja Católica para auxiliar as pessoas mais necessitadas e gerido pela Cáritas e pela Conferência Episcopal Portuguesa.
Neste momento, a instituição está a apoiar três famílias da Guarda e seis da Covilhã, que pediram ajuda para poderem pagar os seus compromissos financeiros mensais por não terem dinheiro, devido ao desemprego, disse Pedro Fernandes.
A instituição também garante o apoio diário a famílias carenciadas que solicitam alimentos e roupas e está a prestar auxílio social a imigrantes e a indivíduos de etnias que possuem baixos recursos económicos.
"Diariamente vão pessoas [à sede da Cáritas Diocesana da Guarda] receber alimentos. Uma média de 15 pessoas, ou mais, por dia", declarou o dirigente.
Pedro Fernandes admitiu que, neste momento, a instituição a que preside estará a prestar assistência a "mais de 50 famílias" daquela região do interior do país.
Os recursos existentes "são os suficientes" em relação a alimentos e vestuário, mas na área do Fundo Social Solidário a Cáritas da Guarda já tem "bastantes dificuldades", alertou.
O responsável apontou que o desemprego e a atual crise económica que afeta o país são os principais fatores que contribuíram para o aumento de pedidos de ajuda.
O número de famílias a necessitar de auxílio "aumentou" na região, mas não foi "de uma maneira tão grande como nas grandes cidades", por se tratar de uma zona do país com um baixo índice populacional e por muitos residentes terem procurado trabalho "em outras paragens" após terem ficado desempregados, reconheceu Pedro Fernandes.
"A região teve problemas de ordem social com o fecho de fábricas", sobretudo nas cidades da Guarda e da Covilhã, lembrou o presidente da Cáritas Diocesana.
A Cáritas da Guarda abrange a área da diocese que inclui a maior parte do distrito da Guarda e os concelhos da Covilhã, Belmonte, Fundão e Penamacor (no distrito de Castelo Branco), com 6.759 quilómetros quadrados e uma população estimada em 250 mil habitantes.
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