Por: Cristina Valente
O executivo da Câmara Municipal de Castelo Branco aprovou na última quinta-feira em reunião extraordinária o Plano de atividades e Orçamento para 2014.
O executivo da Câmara Municipal de Castelo Branco aprovou na última quinta-feira em reunião extraordinária o Plano de atividades e Orçamento para 2014.
O orçamento no valor de 60 milhões de euros, menos 10 milhões que o anterior, foi aprovado com os votos favoráveis do PS e contra do PSD.
Para o autarca Luís Correia este é um orçamento que dá continuidade ao trabalho que tem vindo a ser realizado nos últimos anos no concelho.
“É um orçamento de continuidade que apresenta também novos projetos, nomeadamente o Museu e Centro Interpretativo do Bordado, que vai ficar situado na zona histórica, onde funcionou durante muitos anos a biblioteca municipal.” diz Luís Correia.
O autarca adianta que é um orçamento que contempla todas as áreas de atuação do município, “Julgamos que é um orçamento realista, mas também um orçamento aberto para fazer alguns ajustamentos ao longo do ano”.
Para além da requalificação do edifício da antiga biblioteca, as grandes opções do plano incluem a construção de uma pista de atletismo sintética, na zona de lazer, obra lançada pelo anterior executivo, e a requalificação de várias vias, como a Nacional 18, entre Alcains e a Lardosa e a estrada EN233 entre a Feiteira e o Cruzamento dos Escalos de Baixo.
Para Paulo Moradias, da oposição social-democrata, este Orçamento e Plano de Atividades esqueceu as promessas feitas durante a campanha eleitoral, de desenvolvimento económico do concelho, criação de mais-valias e emprego.
“Continuamos à espera do imaterial, que foi o que nos prometeram” afirma Paulo Moradias.
O vereador da oposição diz que a maior fatia deste orçamento vai para o departamento técnico-Operacional, “Mais de 60% do orçamento está nessa rubrica, no fundo são as obras, por isso continuamos à espera da aposta no imaterial e é essa a justificação do nosso voto”.
Para Paulo Moradias há rubricas, como o apoio social, com verbas que o PSD considera diminutas, comparadas com outras “Para as instituições que prestam apoio social a autarquia prevê a transferência de 200 mil euros, enquanto que para instituições de recreio e lazer prevê uma transferência de 1 milhão e 200 mil euros”. declara o vereador.
A oposição social-democrata mostra também a sua preocupação com outros itens que considera importantes como o turismo e a cultura, “a rubrica do turismo é contemplada com 200 mil euros, 100 mil para arranjar praias fluviais e 100 mil para arranjar o cais do rio Ponsul, como apoio ao turismo são valores ridículos”.
Ridículos, diz, são também as verbas destinadas à cultura. “Dos 720 mil euros a maior parte, mais de metade, esgota-se em estudos, projetos e reabilitação de edifícios”.
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