Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O movimento cívico que defende a reabertura da linha da Beira Baixa no troço Guarda - Covilhã, considera que o chumbo dos projetos de resolução apresentados por quatro partidos é exemplo de como a coligação PSD/CDS-PP "ostraciza o interior".
O movimento cívico que defende a reabertura da linha da Beira Baixa no troço Guarda - Covilhã, considera que o chumbo dos projetos de resolução apresentados por quatro partidos é exemplo de como a coligação PSD/CDS-PP "ostraciza o interior".
Os projetos do PS, PCP, BE e Partido Ecologista "Os Verdes" apresentados ontem na Assembleia da República para a reabertura daquele troço ferroviário foram chumbados pelo PSD e pelo CDS-PP.
"O chumbo das propostas, dos vários partidos da oposição, para a modernização e reabertura do troço da linha da Beira Baixa entre a Guarda e a Covilhã, por parte da maioria parlamentar que sustenta o Governo, é mais um exemplo da forma como a coligação PSD/CDS-PP ostraciza o interior, colocando-o cada vez mais longe do litoral", disse à agência Lusa Júlio Seabra, porta-voz do movimento cívico criado na cidade da Guarda.
O criador do movimento no portal do governo e da petição “online” pela modernização e reabertura do troço da Linha da Beira Baixa entre a Guarda e a Covilhã refere que, com a decisão, "mais uma vez, as populações do interior veem a sua qualidade de vida votada ao abandono, como também são exemplo as portagens ou o encerramento de serviços de saúde, tribunais e repartições de finanças".
"A linha da Beira Baixa é preponderante para as economias a si adjacentes, que têm vindo a perder capacidades de mobilidade de produtos e de intervenção económica", sustenta o responsável.
Segundo Júlio Seabra, a conclusão do troço da via-férrea entre as cidades da Guarda e da Covilhã "permitirá a circulação de composições, de passageiros e mercadorias, num circuito circular Guarda-Pampilhosa-Entroncamento-Guarda e também a ligação à rede ferroviária europeia".
"Também é uma alternativa às linhas do Norte e da Beira Alta em situações de acidentes e permite a diminuição do trânsito na linha do Norte", assinala.
Em fevereiro de 2009, foi decidida a suspensão da circulação ferroviária entre as cidades da Covilhã e da Guarda para obras de renovação naquele troço, mas, após o investimento em pontes, túneis e dez quilómetros de linha, a REFER suspendeu os trabalhos.
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